Imagem de domínio público |
Inicialmente preso como criminoso de guerra, Kodama fez várias conexões no submundo antes da sua libertação por forças de ocupação americanas. Usando a sua própria rede de espionagem, um pequeno exército de seguidores leais da Yakuza e várias negociações escusas com a CIA, Kodama consolidou o seu poder político. Fervoroso nacionalista de direita, Kodama usou seu dinheiro e influência para moldar a política e os negócios japoneses de maneiras que talvez nunca sejam reveladas. Ele acabou sendo acusado de vários crimes financeiros, mas morreu de uma doença antes de ser julgado [Fontes: Kaplan e Biblioteca do Crime - em inglês]. Ryoichi Sasakawa foi contemporâneo de Kodama e teve uma carreira similar.
Kazuo Taoka foi outro chefe influente na Yakuza. Ele foi o líder do maior clã, o Yamaguchi-gumi. Ele desempenhou o seu poder desde o fim da 2ª Guerra Mundial até o início da década de 80, quando morreu de ataque cardíaco. Sua esposa, Fumiko Taoka, ocupou o vácuo do poder e manteve o clã por um período de vários meses. Fumiko Taoka não foi a única mulher a agir como oyabun, mas a única que o fez na maior e mais poderosa gangue Yakuza do Japão [fonte: Kaplan].
No Japão moderno não existe mais tanta tolerância às evidentes demonstrações de poder que a Yakuza antigamente exibia. Em 1992, o governo japonês aprovou uma lei bem similar à lei RICO, dos EUA. Essa lei inclui várias penas para crimes cometidos pela gangue e faz com que os líderes da gangue sejam responsabilizados por crimes de seus membros. No entanto, a lei não reduziu significativamente a quantidade de membros nessas gangues: analistas estimam que a quantidade de membros da Yakuza em todo o Japão ultrapasse 80 mil e que o clã Yamaguchi-gumi, agora com seis gerações, possua 20 mil membros em várias gangues afiliadas [Fontes: Asahi e Japan Times - em inglês].
A lei também levou à reestruturação de alguns clãs, o que pode ter causado mais danos. A pressão da polícia fez com que algumas gangues se mudassem para novas áreas, provocando guerras sangrentas entre gangues. Os críticos também argumentam que a lei dificulta à polícia obter informações confiáveis dos informantes da Yakuza.
Quantias enormes de dinheiro continuam a entrar e sair dos cofres da Yakuza todo ano, com estimativas que ultrapassam mais de um trilhão e meio de ienes (mais de US$ 13 bilhões de dólares) apenas em 2004 [fonte: Japan Times - em inglês]. Esse volume de dinheiro sempre gera influência, portanto há poucas dúvidas de que a Yakuza ainda exerce uma poderosa influência sobre os negócios e a política no Japão.
Para aprender mais sobre o crime organizado, a Yakuza e informações relacionadas, confira os links na próxima página.