Uma família da Yakuza tem estrutura superficialmente similar a uma família da máfia. Um único patriarca (kumicho) domina o clã. Ele tem vários ajudantes de ordens, subchefes e líderes de gangue sob a sua influência em uma estrutura aproximadamente piramidal [fonte: Biblioteca do Crime - em inglês]. Os líderes, assistentes, conselheiros regionais e uma variedade de capangas complicam ainda mais a estrutura do clã Yakuza. Alguns clãs possuem uma estrutura diferente: eles agem como um amplo sistema de alianças que trazem muitas facções menores escondidas em um guarda-chuva [fonte: Kaplan].
A chave da hierarquia é o forte relacionamento oyabun-kobun, um conjunto de papéis de pai e filho que une todos os clãs da Yakuza. Como recompensa pela lealdade absoluta e obediência inquestionável de seu kobun, o oyabun dá conselhos e orientações juntamente com proteção e prestígio [fonte: Kaplan]. O foco na honra e tradição na sociedade japonesa consolida ainda mais esses relacionamentos. Do contrário, as punições por descumprir o oyabun variam desde humilhações (expulsão do clã) até a tortura (cortar parte de um dedo). Cada membro do clã pode desempenhar ambos os papéis - de oyabun e de kobun -, agindo como subordinado da Yakuza imediatamente superior a ele e como um chefe dos gângsters abaixo dele.
![]() Foto cedida por Dreamstime A iniciação em um clã da Yakuza começa |
A iniciação em ambos os relacionamentos oyabun-kobun e um clã da Yakuza é marcada por uma cerimônia especial. Um terceiro enche os copos de saquê do novo membro e de seu chefe oyabun. O chefe e o novo membro bebem um pouco do saquê de seus próprios copos. Depois, eles trocam os copos e bebem um pouco do saquê do outro. O chefe bebe tudo enquanto o iniciado apenas beberica [fonte: Biblioteca do crime - em inglês].
Apesar de muitos clãs da Yakuza possuírem ideologias nacionalistas, os coreanos possuem uma forte presença dentro da Yakuza. Os coreanos são às vezes vistos com preconceito pela sociedade japonesa, o que contribui para a situação de segregação da Yakuza. A lucratividade do contrabando de mercadorias entre o Japão e a Coréia também reforça essa influência coreana.
Mulheres são marginalizadas pela Yakuza. Mesmo as filhas e esposas dos membros do clã tendem a ser pouco mais que servas na melhor das hipóteses, sendo por vezes usadas como prostitutas da gangue. As mulheres raramente detêm posições de poder (com uma notável exceção, que discutiremos depois) [fonte: The Guardian - em inglês].