A vida do WTC

O complexo do World Trade Center abriu oficialmente suas portas em 4 de abril de 1973, para uma Nova York altamente cética. Desde sua concepção até sua totalidade, o projeto do WTC não teve grande popularidade entre os nova-iorquinos. Os proprietários de negócios e moradores estavam transtornados por serem forçados a irem para fora do local da construção; os habitantes de toda a cidade se perguntavam a razão pela qual a Autoridade Portuária estava desperdiçando tanto dinheiro em tal projeto (estimava-se mais de US$ 1 bilhão), aparentemente às custas dos meios de transporte público. Ambientalistas questionavam algumas das práticas de construção e vários críticos de arquitetura proeminentes diziam que as torres eram grandes demais e ostensivas. A grande inauguração foi certamente um dia de celebração para a Autoridade Portuária, a equipe de projeto e a equipe de construção, mas o complexo WTC tinha ainda uma longa estrada para ganhar a aceitação da cidade.

Isso aconteceu na década seguinte. Com o tempo, o projeto conquistou o resto do país. Impulsionado pelas aparições em diversos filmes, como a refilmagem de "King Kong" de 1976, "Manhattan" de Woody Allen, e filmes como o "Super-Homem", as Torres Gêmeas ganharam reconhecimento como símbolo de Nova York.


As Torres Gêmeas do WTC se tornaram um ícone de Nova York e da América

A estrutura das torres também foi estímulo para vários acrobatas notáveis. Nos anos seguintes à totalização do WTC, pára-quedistas saltavam com sucesso do topo das torres, alpinistas escalavam o edifício e um acrobata francês foi de um edifício ao outro caminhando por uma corda. Em apenas alguns anos, a imagem das Torres Gêmeas apareciam em cartões postais, camisetas e anúncios de Nova York. Os edifícios se tornaram um símbolo de orgulho da cidade, assegurando seu lugar como ícone americano.

As torres também ganharam os nova-iorquinos dando a eles uma nova vista de sua própria cidade. Os visitantes podiam subir até o topo do WTC 2, a Torre Sul, para ver a vista da linha do horizonte da plataforma externa de observação. Em um dia claro, era possível ver mais de 64 km em cada direção. Era de tirar o fôlego. Os visitantes com uma verba maior podiam apreciar a vista de um local mais elegante, o restaurante "Janela do Mundo" no topo do WTC 1, a Torre Norte. Quando a plataforma de observação e o restaurante abriram, mesmo os críticos incondicionais do WTC apareceram para ver a vista.

A maioria dos nova-iorquinos (e grande parte dos americanos) conheciam as torres principalmente do lado de fora, mas as milhares de pessoas que trabalharam nas torres tinham uma perspectiva muito diferente. Eles apreciavam não apenas o tamanho monumental dos edifícios, mas também a grande variedade de atividades que aconteciam no interior. O WTC sustentava aproximadamente 500 negócios que contavam com 50 mil funcionários. Entre eles, estavam escritórios de bancos, de empresas de advocacia, de casas de corretagem, de canais de televisão, de editoras, de instituições de caridade e de linhas áereas, entre muitas outras. Além disso, as torres continham nove capelas de várias religiões.

Em um dia comum de trabalho, mais de 200 mil visitantes de todo o mundo passavam pelo complexo. Com a grande variedade de atividade que acontecia, as torres eram quase uma cidade dentro delas mesmas.