Oscilação e elevadores

Para se manterem firmes apesar da força horizontal dos ventos, os arranha-céus precisavam da combinação certa entre estabilidade e flexibilidade. Eles tinham que ser suficientemente rígidos para que o vento não os empurrassem para os lados, mas flexíveis o suficiente para que pudessem aproveitar um pouco da energia do vento. A equipe do WTC fez testes exaustivos para descobrir o quanto de oscilação poderiam permitir sem perturbar os ocupantes do edifício. 

Por fim, projetaram as torres para que pudessem oscilar cerca de 914 cm para os lados. Para minimizar a sensação de oscilação, foram instalados por todo o edifício cerca de 10 mil amortecedores elásticos entre as colunas de sustentação e os suportes dos andares. O material elástico especial nestes amortecedores podia se mover um pouco, mas voltava em seguida à posição inicial. Com isso, absorvia muito do choque da movimentação oscilante do edifício.


Os arranjos inovadores dos elevadores das torres do WTC

Além da estrutura de sustentação dos edifícios, a equipe do WTC teve que considerar como as pessoas circulariam pelas torres. Os sistemas de elevador sempre foram um desafio para os projetistas de arranha-céus. Quanto mais alto se constrói, mais se aumenta o espaço disponível, conseqüentemente, mais se aumenta a ocupação no edifício. Com isso, são necessários mais elevadores para lidar com esse grande número de pessoas.

O problema é que quanto mais elevadores se acrescenta, mais se reduz a disponibilidade de espaço dos andares e, com isso, reduz-se a ocupação total (o que reduz o potencial de renda). É difícil conseguir todos os números necessários para um funcionamento perfeito. Antes do WTC, os arquitetos hesitavam em construir mais de 80 andares por arranha-céu, principalmente devido ao problema dos elevadores.

A equipe do WTC propôs um sistema completamente diferente paras as enormes torres. Ao invés de construir todos os elevadores partindo do térreo até seu destino, eles decidiram dividir a viagem aos andares superiores entre múltiplos elevadores. Se as pessoas quisessem subir do térreo até a corbertura, teriam de trocar de elevador em determinados andares, do mesmo modo que se faz nos metrôs.

Primeiro, elas tomariam um elevador expresso do saguão principal diretamente até o sky-lobby. De lá, elas poderiam ir diretamente até seu andar de destino. Para manter as coisas em ordem, todos os elevadores com capacidade para 55 pessoas tinham portas dos dois lados. As pessoas entravam de um lado, seguiam em frente e saiam do outro lado. Assim, os passageiros mantinham seu lugar na fila durante todo o trajeto.

Essencialmente, cada torre funcionava como três edifícios empilhados um no topo do outro. O sistema revelou-se um grande sucesso: no total, eram 99 elevadores por torre, cada um servindo apenas andares específicos e, com isso, os ocupantes podiam movimentar-se rápida e facilmente. A maioria dos arranha-céus construídos após o WTC usaram o mesmo sistema.