As primeiras investidas dos vikings foram em colônias na própria Escandinávia. Depois dos ataques, os vikings retornavam para casa com seus despojos. Por fim, começaram a estabelecer postos avançados de comércio nas terras atacadas, como a Irlanda (em inglês) e a Inglaterra (em inglês). Esses postos também serviam como pontos de lançamento de novos ataques. Os vikings conquistavam e mantinham parte do território que atacavam.
Em 839, um viking dinamarquês conquistou Ulster (em inglês), na Irlanda, estabeleceu uma colônia - que um dia se tornaria a cidade de Dublin (em inglês) - e coroou a si mesmo rei [fonte: Cohat]. Com o tempo, os pequenos grupos de ataque vikings se tornaram exércitos (em inglês). Eles navegavam rio acima ou marchavam pela terra, avançando pelo interior, distante dos locais costeiros que normalmente atacavam. Os vikings até sitiaram Paris (em inglês) e provavelmente a teriam capturado se o povo não tivesse pago um resgate.

O exército viking na França (em inglês) provocou grandes problemas, continuamente atacando e sitiando cidades. O rei franco Charles, o Simples, finalmente fez um acordo com um líder viking chamado Rollo. Sob a condição de que se convertesse ao cristianismo, Rollo foi agraciado com o território hoje conhecido como Normandia (em inglês), que em sua forma original significava algo como "terra dos homens do norte". Alguns escandinavos se estabeleceram na área e gradualmente se mesclaram com a cultura francesa que os rodeava [fonte: Haywood 2000].
Vikings dinamarqueses controlaram cerca de metade da Inglaterra do fim do século 9 até o século 11 [fonte: Haywood 2000]. Essa área era conhecida como Danelaw (lei dinamarquesa). Ela não foi um reino totalmente viking - antes, as leis dinamarquesas dominavam devido à influência de vários lordes escandinavos. A quantidade de postos diretos de governo dos líderes vikings sobre a região variou ao longo das décadas.

Nas terras natais dos vikings, o governo tomou a forma de uma democracia primitiva. Cada reino era dividido em distritos. Dentro de cada distrito, todos os homens livres se encontravam a intervalos regulares em uma assembléia geral. Reis, nobres, homens ricos, guerreiros, mercadores e agricultores tinham todos tecnicamente uma voz igual nos procedimentos, que podiam incluir decisões políticas, disputas de terras e julgamentos de criminosos. Um oficial eleito ou nomeado conhecido como porta-voz da lei atuava como um juiz imparcial para conduzir as reuniões. Entretanto, aqueles que tinham mais riqueza e poder exerciam mais influência que os outros e haviam alguns procedimentos formais. Se uma disputa não pudesse ser decidida, eles freqüentemente recorriam a duelos ou a provas conhecidas como ordálios [fonte: Wolf]. Em um ordálio, alguém podia receber a ordem de caminhar sobre a água ou segurar ferro quente (pense nos julgamentos das bruxas de Salém). Se a pessoa permanecesse incólume, era considerada inocente graças aos deuses olhando por ela.
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Berserkers eram guerreiros vikings lendários que eram tão consumidos pelo furor da batalha que não sentiam mais dor e podiam investir com um vigor e fúria que aterrorizavam qualquer um que os enfrentasse. Não se sabe quantos berserkers reais existiram - eles aparecem com mais freqüência nas sagas nórdicas como poderosos realces para os protagonistas heróicos [fonte: Haywood 2000]. A tradição do berserker tem origem nos antigos povos germânicos e, freqüentemente, inclui elementos sobrenaturais. Os berserkers geralmente usavam peles de lobo ou urso e dizia-se que eles se transformavam nesses animais quando lutavam. |