Os vikings eram pagãos - adoravam um panteão de vários deuses e deusas, cada um representando um aspecto diferente do mundo em que viveram. Mais tarde, os escandinavos acabaram se convertendo ao cristianismo, embora mais lentamente que outros povos europeus (em inglês). Não havia nenhuma igreja central em nenhum dos reinos escandinavos e nenhuma de suas tradições religiosas foi descrita de maneira consistente. Conseqüentemente, a religião viking variava bastante de um lugar para outro. Ela desenvolveu-se ao longo do tempo para uma amplitude bem maior do que a das religiões normalmente codificadas [fonte: Wolf].

Dois grupos de deuses, o Aesir e o Vanir, eram fundamentais para sua religião. Os deuses viviam em Asgard, um reino conectado à Terra mortal (conhecida como Midgard) por uma ponte de arco-íris conhecida como Bifrost. O panteão incluía Odin, o deus principal; Thor, o deus do trovão que empunhava o martelo; e Frejya, a deusa da fertilidade e da beleza. Havia também gigantes maus, duendes perversos e anões. Os deuses eram destinados a lutar contra os gigantes e outras forças malignas em uma batalha conhecida como Ragnarok. As profecias nórdicas prediziam que os deuses perderiam a batalha, permitindo que Asgard, Midgard e o universo inteiro ruíssem em meio à escuridão e ao caos.
Guerreiros que morriam nobremente em batalha podiam acabar em Valhalla, uma espécie de céu dos guerreiros onde todos podiam lutar ao lado de Odin. Eles eram escoltados até Valhalla pelas Valquírias, espécie de guerreiras que auxiliavam Odin. Na verdade, não havia guerreiros viking femininos - a sociedade escandinava era fundamentalmente patriarcal, com os homens detendo a maior parte do poder político e econômico.
Quando morriam vikings abastados ou poderosos, seus corpos podiam ser cremados em um barco junto com muitos de seus pertences ou podiam ser sepultados em um túmulo, uma grande câmara feita de barro. Em qualquer um dos casos, animais de estimação e, às vezes, escravos (em inglês) eram sacrificados e enterrados (ou cremados) junto com o viking. Também há evidências de que os escandinavos ofereciam sacrifícios humanos em cerimônias religiosas [fonte: Wolf].
Os vikings não escreveram sua história (com exceção de inscrições rúnicas ocasionais em pedras) até que se converteram ao cristianismo. Qualquer fato anterior a isso foi passado adiante por uma tradição oral transmitida por skalds - que eram bardos escandinavos que recitavam poemas épicos (chamados sagas) e narravam as façanhas de famosos reis e senhores vikings. Esses poemas podiam ser incrivelmente longos e detalhados. Algumas das sagas foram escritas em épocas posteriores, mas a maioria se perdeu na história.
Essas eram as tradições vikings, mas, e aquele símbolo freqüentemente associado aos vikings: o capacete com chifres? Na próxima seção, vamos ver a tecnologia militar e não militar usada pelos vikings.