As universidades particulares - bolsas e financiamentos

Buscando conter a inadimplência e a concorrência crescente no ensino superior privado do país, as universidades particulares chegam a oferecer bolsas a mais da metade de seus alunos.

Atualmente, há todo tipo de desconto nas mensalidades: bolsa-idade, bolsa-mérito, bolsa para funcionários de empresas parceiras, financiamento próprio - sem contar os benefícios oferecidos pelo próprio governo a estudantes de baixa renda. Os abatimentos variam de 10% até 100%.

No momento da matrícula, as universidades já avaliam o rendimento financeiro do aluno e seus familiares e o encaminham para determinadas bolsas. Vale tudo para não perder o aluno. Notas boas no vestibular assim como no decorrer do curso podem virar bolsas de estudo em muitas universidades particulares. As instituições preferem dar descontos a baixar as mensalidades.

No caso de financiamentos, normalmente os alunos começam a pagar após o término do curso. Outra forma de bolsa oferecida é a prestação de serviços do aluno para a universidade, como trabalhar em algum setor dentro do campus. Dirigir o estudo para pesquisas científicas também podem render bolsas como as oferecidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Conhecimento Científico e Tecnológico).

O Governo Federal, através do Prouni, também está abrindo portas. Trata-se de um programa que prevê a concessão de bolsas de estudos totais ou parciais para alunos de baixa renda em instituições privadas de ensino superior. O Programa Universidade para Todos prevê bolsas integrais para alunos com renda familiar per capita até um e meio salário mínimo e bolsa parcial para alunos com renda de até três salários mínimos. A seleção é feita pelo site do MEC  e leva em conta a nota obtida pelo aluno do Enem - Exame Nacional do Ensino Médio. Somente em casos de sobras de vagas há autorização do MEC para que as instituições façam a própria seleção. O Governo Federal estima que até 2015 o Prouni terá formado mais de 10 milhões de profissionais de nível superior.

FIES

O Programa de Financiamento Estudantil - FIES é destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e estejam regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

O programa foi criado em 1999 para substituir Programa de Crédito Educativo - PCE/CREDUC. A partir de 2005, o FIES passou a conceder financiamento também aos estudantes selecionados pelo PROUNI para recebimento da bolsa parcial de 50%. Os bolsistas parciais do PROUNI não participam dos processos seletivos regulares do FIES, sendo designados períodos específicos para concessão do financiamento.

Em 2006, 449.786 estudantes foram beneficiados, com uma aplicação de recursos da ordem de R$ 4,5 bilhões entre contratações e renovações semestrais dos financiamentos desde a criação do programa.