Introdução


tráfico de drogas
Nas fraldas do bebê – que a mãe carregava no colo – a polícia encontrou, embrulhadas num pedaço de plástico, várias pedras de crack. Bonecas de porcelana cheias de papelotes de cocaína. Com o estudante de medicina – depois de uma denúncia anônima – cinqüenta comprimidos de êxtase.

No aeroporto o homem tentou embarcar com várias imagens de Nossa Senhora Aparecida recheadas de cocaína. Outro colocou a droga num fundo falso de uma falsa bíblia. Até vestido de padre um jovem arriscou subir no avião, mas foi parado pela polícia que, desconfiada, fez uma revista e encontrou quatro quilos de cocaína sob a batina.

Camuflagem do tráfico
Agência Estado
Os traficantes escondem as drogas nos lugares mais inusitados.


Na rodovia, ao ser parado, o motorista disse ao policial que os inocentes brinquedinhos de papai-noel eram para serem entregues às crianças pobres. A conversa não convenceu e ao olharem dentro do brinquedo, lá estava a cocaína. Em outro caminhão eram 300 quilos de maconha que estavam escondidos sob um carregamento de arroz.

Tem sido assim em todo o Brasil: no atacado ou no varejo os traficantes tentam fazer suas “mercadorias” chegar aos consumidores.

E “fregueses” não faltam: são mais de 200 milhões de usuários de drogas no mundo, segundo o Relatório Mundial de Drogas 2006 do Unodc – Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes. Isto representa cerca de 5% da população entre 15 e 64 anos. As drogas mais usadas são maconha ou haxixe; cocaína, heroína e drogas sintéticas.

Só de maconha, de acordo com o relatório, em 2006 foram produzidas no mundo 45 mil toneladas em 82 países produziram a maconha. As Nações Unidas registraram o tráfico desta droga em pelo menos 146 países, ou seja, praticamente todos os países do mundo.

Um mercado de cifras altíssimas: calcula-se que o tráfico de drogas movimente anualmente cerca de 800 bilhões de dólares no mundo.

Brasil

No Brasil, o consumo de cocaína e maconha aumentou em 2006 e também cresceu o tráfico de cocaína, especialmente na região Sudeste.

Entre os países da América do Sul (onde calcula-se tenha 6,7 milhões de usuários de maconha) foi no Brasil, segundo o relatório, que ocorreu o maior aumento do consumo de maconha, a maior parte vinda do Paraguai, porque a produção brasileira da droga não é suficiente para suprir a demanda.

O consumo da cocaína também aumentou na América do Sul em 2006, subindo de 2 milhões de consumidores para 2,25 milhões. De acordo com a ONU, o uso da droga no Brasil foi o principal fator para a elevação da taxa de usuários. Foi nas regiões Sudeste e Sul do país que o consumo cresceu mais. Um dos fatores que contribui para o aumento do uso da cocaína no Brasil é o fato do país ser usado como “rota”, uma espécie de corredor por onde passa a cocaína que vem da Colômbia (60%), Bolívia (30%) e Peru (10%) com destino a Europa. A droga vem em grande quantidade e parte dela acaba ficando em solo brasileiro e é vendida para grandes traficantes que se encarregam de distribuir aos pequenos traficantes que por sua vez vende aos consumidores.

Diz ainda o relatório que a heroína tem no mundo 11 milhões de usuários, dos quais, 600 mil são brasileiros. As drogas hoje são um negócio globalizado.