Introdução

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Os Titãs chegaram ao Olimpo do rock nacional. E não foi quando eles fizeram a abertura do show dos Rolling Stones, que reuniu mais de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 2006. Nem quando lançaram o CD Acústico MTV em 1997, que vendeu desde então mais de 1,7 milhão de cópias. O grupo tornou-se um dos grandes quando ainda era um octeto, que compunha canções viscerais e mostrava uma performance impactante nas apresentações ao vivo.

O auge criativo dos Titãs aconteceu na segunda metade dos anos 80. Do new wave brega de “Sonífera Ilha” ao punk-rock de “Polícia”, a banda ofereceu aos adolescentes daquela década uma trilha sonora diversificada, que incluía funk, reggae, rock e até algumas pitadas de tropicalismo. Isso tudo recheado com letras que iam da crítica aos costumes, como em “Família” ou “Televisão”, até o engajamento sociopolítico, como em “Estado Violência” ou “Homem Primata”.

Foto dos Titãs em 2005 na formação atual
Foto: Marcelo Barabani/AE
Sergio Britto, Branco Mello, Paulo Miklos, Tony Bellotto e Charles Gavin
Na sua longa trajetória, o grupo perdeu integrantes – um deles tragicamente, variou seu estilo da new wave ao rock engajado com críticas sociais e aproveitou todas as possibilidades de chegar ao público, do circuito underground aos programas do Faustão. Abrir o maior show da história da mais importante banda do planeta pode ter sido a glória para os Titãs, mas eles já não ocupavam mais o Olimpo do rock quando fizeram isso.

Titãs
início: 1981
integrantes: Sérgio Britto (vocal e teclado), Paulo Miklos (vocal, guitarra, bandolim, saxofone e gaita), Branco Mello (vocal e baixo), Tony Bellotto (guitarra) e Charles Gavin (bateria)
ex-integrantes: Nando Reis, Marcelo Fromer, Arnaldo Antunes, André Jung e Cyro Pessoa
gênero: pop-rock
influências: new wave, punk, reggae, tropicalismo e poesia concreta
primeiro álbum: Titãs (1984)
álbum mais vendido: Acústico MTV Titãs (1997)