Introdução sobre a teoria do mundo pequeno


teoria do mundo pequeno
Que mundo pequeno! Você já deve ter ouvido ou usado alguma vez essa expressão, provavelmente ao acabar de conhecer alguém que você descobriu conhecer algum outro conhecido seu. Mas o que sempre pareceu uma incrível coincidência é na verdade a comprovação de uma teoria científica que diz justamente isso: que o nosso mundo de quase sete bilhões de habitantes é realmente pequeno. Ou, mais precisamente, que há apenas seis graus de separação entre qualquer habitante do planeta.

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© istockphoto.com / Lise Gagne

Isto é, o que te separa de conhecer Barack Obama, Madonna, o Dalai Lama, ou qualquer outra personalidade da política, das artes ou da religião, em qualquer parte do mundo, são apenas seis estágios. Pela teoria do mundo pequeno, ou dos seis graus de separação, como também é conhecida, para conhecer algum desses figurões seria necessário, no máximo, estabelecer uma rede de contatos com seis pessoas.

Confira um exemplo. Se seu objetivo é cumprimentar o atual presidente dos Estados Unidos, você pode começar enviando a seus amigos um e-mail expressando esse seu desejo. Pode ser que um deles conheça alguém de uma multinacional norte-americana e mande uma mensagem falando sobre isso. Essa pessoa então mandará uma mensagem a um dos gerentes dele que ele sabe ter contato com o chairman da empresa nos Estados Unidos. Não por acaso, o chairman conhece um dos senadores do Partido Democrata, que por coincidência é um dos mais próximos amigos do presidente daquele país. Viu só? Nesse nosso exemplo, uma rede de apenas seis pessoas pode te pôr em contato com o homem mais importante do mundo. E isso não é pura ficção.

Nos anos 1950, estudos científicos começaram a investigar as redes de relacionamento das pessoas e suas conexões aleatórias. Esses estudos começaram a ser conduzidos por matemáticos, mas logo a seguir foram assumidos também por psicólogos, sociólogos, economistas, físicos e outros especialistas nas mais diversas áreas científicas. Eles acabaram por desaguar numa teoria formulada no final do século 20 que diz que bastam algumas conexões aleatórias de longo alcance para transformar uma imensa rede de pessoas em um “mundo pequeno”. Atualmente, esse conhecimento serve para explicar não só as redes sociais mas também outros eventos, como pandemias e a globalização.

Nas próximas páginas, saiba como as pesquisas científicas sobre as redes de relacionamento evoluíram até chegar à teoria do mundo pequeno.