As eleições de meio de mandato de 2006 experimentaram um grande aumento no uso de uma técnica de comunicação de campanha chamada "robo-calling". Robo-calling é uma forma de notificação em massa que usa um computador para ligar para milhares de eleitores com uma mensagem de telefone pré-gravada. De acordo com o Projeto Vida Norte-americana da Pew Internet &, 63% dos eleitores registrados receberam uma chamada telefônica automática com uma mensagem política nas etapas finais das eleições de 2006.
Fotógrafo: Oddech | Agência: Dreamstime.com Com a chamada automática, os candidatos podem alcançar os eleitores por meio do telefone. |
As robo-calls são feitas usando-se um serviço ou software de autodiscagem. Veja como isso funciona:
Um adicional de 24% de eleitores em 2006 receberam chamadas telefônicas de seres humanos reais pedindo a eles para votar em um determinado candidato. Essas chamadas telefônicas provavelmente eram feitas usando-se um sistema de discagem inteligente. O software de discagem inteligente automaticamente disca os números de telefone e somente passa a chamada para um operador vivo se ela for atendida por uma pessoa. Se o computador encontrar uma secretária eletrônica ou um sinal de ocupado, ele não passa a ligação [fonte: TMCnet].
O computador é inteligente o bastante para estimar quantas chamadas podem ser manipuladas pelo número de operadores vivos, quantas chamadas serão atendidas com sucesso e quanto tempo a pessoa permanecerá na linha [fonte: TMCnet]. Os agentes de telemarketing geralmente usam discadores inteligentes. A pausa de sinal que acompanha a maioria das chamadas de telemarketing se deve ao tempo requerido para o computador reconhecer uma voz humana e conectar a chamada a um operador.
As eleições de 2006 também viram o primeiro uso das reuniões de tele-town hall. Os tele-town halls são uma combinação das tecnologias de robo-calling e teleconferência. Veja como funcionam os tele-town halls:
O futuro da tecnologia de comunicações de campanha eleitoral
À medida que os candidatos se adaptam à proeminência dos sites de relacionamento social, como o MySpace e o Facebook, eles também devem lidar com a crescente presença das realidades online alternativas, como o Second Life [fonte: Second Life].
O democrata Mike Gravel foi o primeiro candidato presidencial de 2008 a estabelecer um quartel-general de campanha oficial no Second Life [fonte: Metaversed]. John Edwards criou seu quartel-general alguns meses depois, mas se tornou vítima de vândalos virtuais.
Cada vez mais, o futuro das comunicações de campanha está se afastando do porta-voz oficial, publicidade paga e jornalistas credenciados para as mãos de cidadãos comuns, que estão ganhando poder por meio da tecnologia extraordinária. De acordo com Micah Sifry do Personal Democracy Forum, o conteúdo gerado pelo eleitor e as iniciativas criadas online serão os “coringas” das eleições de 2008 [fonte: TechNewsWorld].
Para mais informações sobre a tecnologia de comunicação de campanha eleitoral e tópicos relacionados, consulte os links na próxima página.