Sites de campanha


hillary clinton
Fotógrafo: Peterfactors |
Agência: Dreamstime.com (em inglês)
Os eleitores esperam que os candidatos
tenham um site.

Nas eleições congressistas de meio de mandato de 2002, somente 55% dos candidatos tinham um site de campanha. Nas eleições de meio de mandato de 2006, esse número subiu para 97% [fonte: The Bivings Group (em inglês)]. O que os políticos estão percebendo é que a Internet não é um meio independente, mas um meio através do qual todas as outras mídias são reunidas, criadas e compartilhadas [fonte: Online NewsHour (em inglês)]. A Internet pode ser um aparelho de TV, um cinema, uma estação de rádio, um telefone, um jornal, uma town hall (um debate de "arena"), uma angariadora de fundos e um poderoso centro de recrutamento.

O que nós vimos nos três últimos ciclos eleitorais, 2004, 2006 e agora 2008, é uma rápida expansão dos recursos e funcionalidade oferecidos pelos sites de campanha. Em um relatório de 2006 chamado O Papel da Internet em Campanhas Políticas, The Bivings Group (em inglês) identificou três “camadas” de sites de campanha que oferecem diferentes níveis de sofisticação técnica:

Camada um: Sites que oferecem as informações básicas de campanha, como a biografia do candidato, informações de contato, doações e inscrições para voluntários. Em 2006, 80% a 94% dos sites de campanha ofereciam os recursos da Camada um.

Camada dois: Os sites também oferecem blogs, vídeos, áudios, RSS feeds e downloads. Entre 14% e 55% dos sites de campanha se qualificaram como Camada dois em 2006.

Camada três: Sites de campanha com recursos de rede social (como “festas domésticas,” formação de equipe ou campanhas para levantamento de fundos pessoais), uma opção “en español” e podcasts. Eles representaram de 3% a 12% dos sites de campanha em 2006.

[fonte: The Bivings Group (em inglês)]

O Bivings Group também ressalta que os candidatos da oposição estavam muito mais propensos a usar a tecnologia da Camada dois e da Camada três do que os da situação, independentemente de sua filiação partidária. Por exemplo, 32% dos oposicionistas usaram blogs, comparados a somente 10% de candidatos da situação [fonte: The Bivings Group (em inglês)]. As tecnologias das Camadas dois e três também tiveram muito mais probabilidade de ser usadas em eleições importantes ou bastante disputadas [fonte: The Bivings Group (em inglês)].

Agora vamos dar uma olhada mais de perto em alguns dos recursos mais populares da Web 2.0 dos sites de campanha: blogs, redes sociais, vídeos e notificações eletrônicas.

Momentos memoráveis na política da Web

1994: A senadora Dianne Feinstein, da Califórnia, lança o primeiro site de campanha na Web.

1996: No debate televisionado, o candidato presidencial Bob Dole dá o endereço errado de seu site na Web.

1998: O ex-lutador profissional, Jesse Ventura, usa o e-mail para obter apoio na disputa em sua surpreendente vitória como governador de Minnesota.

2000: O candidato a presidente, John McCain, prova que a Web é uma poderosa ferramenta de levantamento de fundos.

2002: Milhões de norte-americanos se voltam para a Web como sua fonte primária de informações políticas.

2004: O candidato a presidente, Howard Dean, usa blogs e sites de rede social como o Meetup.com para lançar uma campanha de base abrangente.

2006: O vídeo da Internet se torna uma parte integral dos sites de campanha.

2007: Cada candidato presidencial tem uma página no MySpace e no Facebook.

[fonte: Pew Internet & American Life Study (em inglês)]