O futuro do SUS

Nem o melhor vidente (se é que você acredita nisso) pode falar com precisão o que pode acontecer com o SUS, principalmente a partir de 2008, quando, por um lado, os recursos da CPMF acabam, por outro, espera-se regulamentar a Emenda Constitucional 29 e, com isso, garantir mais recursos ao setor. O que fica claro é que o sistema tem falhas na sua própria criação que eternizam problemas graves.

Há, no entanto, o que comemorar. Como o sucesso das campanhas de prevenção, uma maior eficiência na doação e transplantes de órgãos e o programa saúde da família – que já faz parte da nova proposta de atenção à saúde, voltada para doenças de condições crônicas.

Embora o volume de recursos destinados à saúde seja grande, em relação a outros setores, é possível afirmar que eles são insuficientes. É só ver o que acontece em outros países. Muitos são os especialistas que reclamam da inversão de prioridades do governo – de ajuste fiscal em detrimento às políticas sociais -, afinal, aproximadamente metade da arrecadação da União vai para o pagamento de juros e amortizações de dívidas internas e externas. De qualquer modo, é claro que a remuneração atual dos profissionais que atuam no SUS deve ser revista urgentemente.

Além disso, há grandes distorções tanto entre as cidades e Estados como em que tipo de procedimento médico financiar. Assim, além de recursos, o SUS necessita de uma melhoria na sua administração, o que quer dizer, em outras palavras, que é preciso tanto empenho dos conselhos regionais para fiscalizar os recursos como profissionais e políticos atentos às suas diretrizes.

É bom lembrar que há uma mudança demográfica em curso no Brasil - o envelhecimento da população. Conseqüentemente, será necessário uma mudança na atenção à saúde – e mais recursos - nos próximos anos. É exatamente nisso que os administradores públicos devem pensar a médio e longo prazo.

Atendimento do SUS
Imagem cedida pela Prefeitura de São Paulo
O Brasil terá cada vez mais idosos


Enfim, como foi falado na introdução, não é nada fácil administrar e pensar a saúde pública universal num país continental como o Brasil. Mas se os desafios são grandes, as vitórias também podem ser, assim como o território brasileiro.

Assim, é melhor brigar para que o futuro do SUS não seja este:


Agência Estado

Mas este:


Imagem cedida pela Prefeitura de São Paulo