A necessidade de um novo hardware

Enquanto o programa por trás da biblioteca de vídeo digital é atualizado, a máquina não é de última geração. Atualmente, os 52 mil depoimentos são guardados em várias fitas digitais num total de 400 TB de capacidade de armazenamento. A máquina tem mais de oito anos e trabalha bastante como uma caixa de som enorme. Há um enorme braço robótico que encontra e recupera uma fita específica de um banco de fitas rotatório. Uma vez que o braço robótico recupera a fita, ele carrega a seleção numa máquina que localiza o segmento específico do depoimento que o pesquisador procura. O processo leva entre 10 e 15 minutos - tempo que Doug Greenberg, presidente da Fundação Shoah, quer diminuir:
"As pessoas ficaram muito acostumadas à busca informatizada. Eu sento em meu computador e digito HowStuffWorks no Google e consigo uma resposta imediata - e essa é a expectativa das pessoas. Nunca seremos capazes de fazer isso de forma rápida, porque há pedaços de informação grandes e complexos, mas precisamos produzir tudo mais rápido - e é o que buscamos".
Com a doação de recursos (clique aqui (em inglês) para saber como fazer doações para a Fundação Shoah), a Fundação Shoah poderia adquirir uma nova máquina que proporcionaria um acesso muito mais rápido aos arquivos. Com isso, seria possível armazenar todos os dados em vídeo (cerca de 200 TB) com toda metadata, catalogar e indexar informações num único computador gigante.

Algo similar a esse processo já está sendo feito em menor escala: programas específicos foram desenvolvidos para suportar uma interface de rede disponível pela Internet2 (em inglês). Atualmente, alunos, faculdade e pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, Rice e Yale podem utilizar o Web-based Visual History Archive (Arquivo de História Visual na Rede). O vídeo é copiado a partir do arquivo da Fundação Shoah para os servidores locais das universidades participantes. Usando uma interface de busca, os pesquisadores podem quase instantaneamente ir direto ao segmento desejado de um depoimento e assisti-lo no web browser ou no formato tela cheia.

Proporcionar o acesso ao Arquivo de História Visual nas universidades é apenas um exemplo do compromisso da Fundação Shoah com o aplicação educacional de seu material. Vamos dar uma olhada em alguns deles.


Foto cedida Fundação Shoah
Da esquerda para a direita: Douglas Greenberg, Dr. Yehuda Bauer e Ari Zev, vice-presidente para a administração da Fundação Shoah