As entrevistas aconteciam na casa do entrevistado a menos que um outro local fosse requisitado. O entrevistado também podia escolher que idioma falaria. Durante a entrevista, o sobrevivente ou testemunha comentavam vários aspectos de sua vida antes, durante e depois do Holocausto.
Como mencionado anteriormente, para consistência e continuidade do arquivo, os entrevistadores seguiam uma determinada metodologia. A mesma coisa fizeram os mil operadores de vídeo contratados pela fundação Shoah - eles foram treinados de acordo com determinados procedimentos de gravação e seguiram à risca a proposta. O documento sobre orientações para gravação de vídeo da Fundação Shoah aborda desde iluminação e gravação da entrevista até as reações emocionais das histórias que os operadores testemunharam.
Depois de finalizada, o entrevistado pode mostrar fotos e objetos pessoais. Nessa hora, os membros da família podem juntar-se ao entrevistado para participar da parte final do depoimento. A Fundação Shoah deu uma cópia do depoimento gravado a cada um dos 52 mil entrevistados.
Com a corrida contra o tempo da primeira parte completa, a segunda parte - indexação e catalogação da coleção - é o tema a ser tratado.
![]() Foto cedida Fundação Shoah Shimon Peres conversa com o cônsul geral de Israel, Yuval Rotem e Steven Spielberg, no departamento de educação da fundação, numa visita a Fundação Shoah em janeiro de 2004. |