Foto cedida Fundação Shoah
Uma entrevista da Shoah |
Para acomodar sobreviventes e testemunhas para entrevistar, a Fundação Shoah lançou um programa de longo alcance por intermédio de habitantes locais e líderes religiosos de comunidades ao redor do mundo. A campanha feita nessas comunidades foi completa, com cobertura de alguns jornais, como propagandas e artigos. Com o intuito de incrementar os depoimentos, a Fundação Shoah empregou e treinou mais de 100 pessoas em 34 países para atuarem como coordenadores regionais, cuja responsabilidade era combinar cada entrevistado com o entrevistador adequado. Mais de 2.300 entrevistadores participaram de seminários de 3 ou 4 dias ministrados pela Fundação Shoah. Esses seminários discutiam instruções direcionadas aos métodos para entrevistas, palestras sobre História e entrevistas, ainda que fossem apenas um treino. Uma das coisas mais interessantes sobre todo o processo é que todos os entrevistados eram voluntários. Sem receber nada, eles cediam seu tempo e experiência para fazer entrevistas que, em média, duravam 2 horas e meia, sendo algumas mais breves e outras muito mais longas - a maior que consta no arquivo chega a 17 horas. A maioria dos entrevistados possui formação em psicologia, educação, história, sociologia e/ou jornalismo; outros são profissionais do direito ou da medicina; alguns têm uma ligação muito próxima com o Holocausto, sendo eles mesmos sobreviventes ou filhos de sobreviventes. Foi pedido a cada entrevistador que seguisse uma metodologia de entrevista rigorosa criada pela Fundação Shoah especialmente para os sobreviventes e testemunhas do Holocausto, desenvolvida com a assessoria de historiadores do Holocausto, psicólogos, historiadores orais e outros especialistas.
Foto cedida Fundação Shoah Da esquerda para a direita: Bill Clinton, a sobrevivente Renee Firestone, Steven Spielberg e Douglas Greenberg |