Genocídio

Todos os anos, no dia 24 de abril, muitas pessoas ao redor do mundo relembram a perda de 1,5 milhão de vidas armênias. Os assassinatos em massa, que ocorreram entre 1915 e 1916, ceifaram a vida de mais de metade da população armênia do Império Otomano.

Em 1933, 9 milhões de judeus viviam na Europa. No final da Segunda Guerra Mundial, apenas um terço dos judeus europeus tinha sobrevivido. Durante o Holocausto, aproximadamente, 6 milhões de judeus foram assassinados com outras centenas de milhares de pessoas, incluindo descendentes de eslavos, deficientes físicos e mentais, ciganos, testemunhas de Jeová, prisioneiros políticos e homossexuais.

Na tentativa de prevenir qualquer repetição de atrocidades assim, a Organização das Nações Unidas criou a "Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio". Aprovada em dezembro de 1948 e que passou a vigorar em janeiro de 1951, a convenção define o termo genocídio como "a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso". Para nós, pessoas serem deliberadamente dizimadas ou sistematicamente assassinadas é abominável, mas aconteceu e continua acontecendo neste momento em algum lugar do mundo.

 Reiterando

O termo "genocídio" foi usado pela primeira vez em 1933, cunhado por Raphael Lemkin, referindo-se à ocupação alemã na Europa. Lemkin utilizou o termo mais uma vez, de forma impressa, em 1944, no seu trabalho entitulado "Axis Rule in Occupied Europe: Laws of Occupation - Analysis of Government - Proposals for Redress" (Controle do Eixo na Europa Ocupada: Leis de Ocupação - Análise de Governo - Propostas para Reforma).

"É por isso que tomei a liberdade de inventar a palavra 'genocídio'. O termo vem do grego genes, que significa tribo ou raça, e do latim cide, que significa matança. O verbete deve tragicamente tomar seu lugar no dicionário do futuro com outras palavras nefastas como homicídio e infanticídio... O termo não significa necessariamente assassinato em massa, embora corresponda. Está relacionado a um plano coordenado que tem o objetivo de destruir as fundações da vida de um grupo, de uma nação, de forma que ele definhe e morra como uma planta que sofre degradação".