O Farol de Alexandria

Os estudiosos definem o Farol de Alexandria como única maravilha prática, já que tinha um propósito utilitário. Há muitas informações disponível sobre ele, ainda que alguns dos relatos sejam conflitantes. A história do farol começa por Alexandre Magno.

Lighthouse of Alexandria

De acordo com Plutarco, Alexandre teve um sonho no qual foi instruído a procurar a pequena ilha de Faros, logo ao largo da costa do Egito. Ele escolheu Ptolemeu 1° Soter, um dos generais de seu exército, para liderar a colonização da ilha. Ptolomeu decidiu que Faros precisava de algo que a identificasse, simbólica e literalmente, pois a costa era difícil de navegar.

Alguns estudiosos atribuem a idéia do farol a Ptolomeu e outros a atribuem ao mouseion, um conselho consultivo do governo [fonte: Smithsonian (em inglês)]. A construção começou por volta de 285 a.C. Um homem chamado Sóstrates de Cnido teve papel decisivo no processo. Alguns relatos o apontam como patrocinador financeiro da obra. O farol custou cerca de 800 talentos, ou barras de prata, o equivalente a cerca de US$ 3 milhões [fonte: Princeton]. Outros relatos o apontam como arquiteto do farol.

Legado duradouro

Supostamente, Sóstrates estava tão orgulhoso de sua criação que pediu que seu nome fosse inscrito no farol. Ptolomeu 2°, que havia sucedido ao pai como soberano quando o projeto foi concluído, recusou o pedido de Sóstrates. Sóstrates inscreveu seu nome mesmo assim, recobrindo a inscrição com uma inscrição em gesso que portava o nome de Ptolomeu. Com o tempo, o gesso se desgastou e desapareceu, revelando a inscrição original.

Ainda que não saibamos ao certo quem foi o arquiteto do farol, estamos certos sobre o projeto. Ele foi construído de mármore e argamassa, e tinha três andares. O primeiro nível era retangular, o segundo octogonal e o terceiro cilíndrico. Por sobre o terceiro piso existia uma estátua - ou de Zeus ou de Poseidon, deus do mar. Relatos de viajantes mouros do século 10 d.C. estimam a altura do farol em 300 cúbitos, ou 137 metros.

Uma rampa em espiral conduzia à entrada. Carroças e cavalos podiam subir às centenas de salas de armazenagem no primeiro pavimento. O acesso aos pisos superiores era realizado por escadas em espiral. Monta-cargas transportavam suprimentos à torre mais elevada.

pharos replica
Insa Korth/AFP/Getty Images
Escultores alemães trabalham em uma réplica de areia do farol, em um campeonato de esculturas de areia em Travemünde, julho de 2003

Os navios podiam supostamente avistar o farol a 160 quilômetros de distância [fonte: PharosLighthouse.org (em inglês)]. Durante o dia, a luz era refletida do sol, com a ajuda de um disco côncavo de metal; de noite, ela vinha de uma fogueira, alimentada por lenha ou esterco ressecado de animais. O farol sobreviveu a mais de 22 terremotos antes de seu colapso em 1303 [fonte: Clement (em inglês)]. As pessoas de Faros amavam muito o farol - ele era fonte de receita e poder para a ilha. O povo tentou consertar e restaurar o farol, entre os séculos 9 e 13, quando se tornou claro que não seria possível salvá-lo.

Hoje, há um forte construído no local do farol. A identidade de Faros se misturou tanto à do farol que este terminou por se tornar conhecido como Faros de Alexandria. "Pharos" é, igualmente, a raiz da palavra usada para "farol" em diferentes idiomas. E o conhecimento sobre ele aumentou depois que uma expedição arqueológica de mergulho em 1994 encontrou restos submersos da construção.

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