Caso tenham realmente existido, os Jardins Suspensos da Babilônia seriam a segunda mais velha das antigas maravilhas mundiais. Construídos no século 6 a.C., os jardins teriam desaparecido há muito tempo. Alguns estudiosos argumentam que a razão para que não exista registro preciso sobre eles é exatamente o fato de que eram jardins - com plantas e flores que acabaram morrendo. Mesmo se a estrutura que sustentava os jardins tivesse sido preservada, poderia perfeitamente estar em ruínas irreconhecíveis.
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Começaremos com as mais populares teorias sobre os jardins. Provavelmente ficavam ao lado do rio Eufrates, no que hoje é o Iraque. Os jardins não eram literalmente suspensos. Na verdade, foram plantados em terraços e nas paredes inclinadas de uma estrutura de tijolos. Alguns relatos sobre os jardins alegam que as plantas chegaram a ter mais de 22 metros de altura, e que se podia caminhar sob elas. Relatos de Diodorus Siculus, escritor da era clássica, descrevem paredes de tijolos com 6,7 metros de espessura e 121 metros de largura. E Filo escreveu que havia diversas camadas de flora e muitos níveis de irrigação.
Os jardins não teriam sido a única vista notável em Babilônia. A antiga cidade estava repleta de palácios reluzentes e de firmes zigurates. Até mesmo os portões da cidade estavam enfeitados por entalhes e por tijolos vitrificados brilhantes [fonte: Smithsonian (em inglês)]. Mas em um país desértico e seco como o Iraque, uma paisagem de árvores verdejantes e flores desabrochando deve ter sido verdadeiramente deslumbrante.
Se as edificações de Babilônia alardeavam a grande riqueza da cidade, os jardins serviam como demonstração dos talentos de engenharia de seus arquitetos. Fazer com que plantas vicejem no deserto não é tarefa fácil, mas transportar água que as alimente no topo de uma edificação de cinco andares é um desafio ainda maior. Os jardins teriam de utilizar o Eufrates como fonte de irrigação, e a água provavelmente teria de ser transportada por meio de um sistema de bombeamento feito de junco e pedras, e armazenada em um imenso tanque. Do tanque, um shaduf (aparelho de elevação de água acionado por força muscular) distribuiria a água às plantas.
![]() Raymond Kleboe/Picture Post/Getty Images Esta fotografia, de 24 de junho de 1950, mostra o suposto local dos Jardins Suspensos da Babilônia |
De acordo com a lenda, o rei Nabucodonosor construiu os jardins para sua mulher, Amytis. Amytis era uma princesa da Média, uma região do Irã, perto do Mar Cáspio. A lenda conta que Nabucodonosor teria construído os jardins para lembrá-la de sua terra natal. Mas é estranho que Nabucodonosor, um monarca que registrou suas muitas realizações em escrita cuneiforme, uma forma antiga de escrita usada para manter registros oficiais, não mencionasse os jardins entre elas.
Isso levou alguns estudiosos a teorizar que os jardins podem, de fato, ter sido construídos por uma rainha assíria ou até por Senaqueribe, o soberano de Nineveh.
O conhecimento que temos hoje sobre os Jardins Suspensos da Babilônia vêm de interpretações de relatos antigos ou de visões artísticas da maravilha.
Nabucodonosor escreveu que esperava que futuros reis expandissem seu império. Nos palácios que construiu, ele utilizava tijolos com a inscrição "Nabucodonosor, soberano da Babilônia de mar a mar". Quando Saddam Hussein se tornou presidente do Iraque, ele decidiu que cumpriria a missão proposta por Nabucodonosor, reconstruindo um palácio ornamentado no local onde supostamente os Jardins Suspensos da Babilônia haviam existido. Ele também inscreveu seu nome nos tijolos do palácio, para estabelecer um legado [fonte: Oxford (em inglês)]. |
Na próxima seção, estudaremos o templo de Ártemis, em Éfeso.