![]() Foto cedida por Getty Images David Hume Kennerly 900 pessoas mortas na sede do Templo do Povo em Jonestown, Guiana |
As seitas precisam de alimentos, abrigo e roupas como todo mundo e, a menos que tenham um doador rico ou que fiquem realmente isolados, vivendo em uma selva e plantando seus próprios alimentos, isso significa que precisam de dinheiro. Algumas seitas ganham dinheiro através de meios legais para seu sustento. A seita O Portal do Paraíso, em San Diego, estava administrando um bem sucedido negócio de web design antes de ter cometido suicídio coletivo em 1997. Algumas seitas cometem crimes como fraude e sonegação de impostos para conseguirem se sustentar. Podem usar técnicas enganosas para arrecadação de fundos ou pedir que seus novos membros façam contribuições financeiras significativas para sustentar a seita.
Acima de tudo, a vida em uma seita totalista é normalmente caracterizada por controle rígido. Existe bem pouca liberdade no cotidiano: o líder determina o que cada membro pode e não pode fazer em cada minuto do dia. Isto inclui o que comer, ler, com quem conversar, o que vestir, aonde ir e por quanto tempo ele pode dormir. O líder toma decisões e os seguidores fazem exatamente o que ele decidir.
Para algumas pessoas, viver assim é um alívio, pois a vida é simples. Não há perguntas sem respostas, incertezas, preocupações a respeito do futuro ou administração de desejos conflitantes. Fora dali, as vidas de algumas pessoas eram tão horríveis que o culto acaba sendo um lugar seguro e feliz. No entanto, em muitos casos este estilo de vida causa intenso sofrimento psicológico. Muitas pessoas vivem com medo de irritar o líder ou de perder a aprovação do grupo. Devem constantemente evitar a tensão entre o mundo da seita e a vida anterior. Além disso, devem reprimir quaisquer dúvidas ou lembranças que surgirem. Em alguns casos, também existe a possibilidade de danos físicos. As punições por desobediência podem ser físicas e os membros da seita são privados de hospitais e assistência médica regular. Alguns estudos mostram que as crianças nas seitas destrutivas estão mais propensas a serem maltratadas do que as outras crianças que vivem fora dali.
Este nível de estresse pode levar a uma ansiedade crônica, doenças físicas ou até a um completo esgotamento nervoso, no qual o membro da seita pode ficar incapaz de agir no dia-a-dia. As pessoas que passam por momentos tão estressantes são as mais propensas a sair voluntariamente de lá. Na próxima seção, vamos descobrir quais opções elas têm para abandonar uma seita destrutiva.
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