Introdução sobre Schopenhauer


Schopenhauer
O mundo e a vida não passam de uma piada de mau gosto. Esse é um dos pensamentos que Arthur Schopenhauer, o “filósofo do pessimismo”, nos deixou. Mas o pessimismo de Schopenhauer era de um tipo revigorante. Sua filosofia parece ter sido provocativa ao temperamento artístico, já que importantes artistas como Wagner, Thomas Mann, James Joyce e Samuel Beckett, entre outros, encontraram na obra do filósofo inspiração para seus trabalhos.

Filósofo espirituoso e perspicaz, ele exerceu forte influência sobre Nietzsche, um dos mais brilhantes pensadores dos últimos tempos. Suas ideias também tiveram impacto nos trabalhos de Sigmund Freud e do filósofo Ludwig Wittgenstein. Seus escritos cativantes contrastavam com sua figura desagradável, muitas vezes sarcástica, egoísta e agressiva.

A coisa em si

A coisa em si refere-se àquilo que existe independentemente de nossa percepção sensorial. Em outras palavras, é aquilo que realmente e verdadeiramente é. Demócrito deu a isso o nome de matéria; afinal, assim o fez também Locke; para Kant era um x; e para mim é a vontade.

Parerga et paralipomena


Ao declarar que o mundo é indiferente ao nosso destino, ele quis dizer que não é de propósito que ele nos frustra. Com isso, ele se aproximou muito mais de descrever a situação real de nossas vidas do que filósofos que observaram o mundo de um ponto de vista otimista ou promissor. Nas páginas a seguir, conheça um pouco mais sobre a vida e a obra de Arthur Schopenhauer.   

arthur schopenhauer
Reprodução

Este artigo é um resumo do livro “Schopenhauer em 90 minutos”, de Paul Strathern, da coleção “Filósofos em 90 minutos” da Jorge Zahar Editor, publicado em 1998.