Introdução sobre Jean-Paul Sartre


Jean-Paul Sartre
Em uma de suas definições sobre o existencialismo, Jean-Paul Sartre afirmou que, se Deus não existe, há pelo menos um ser cuja existência precede a essência – isto é, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer concepção de si. Esse ser é o homem. Para ele, o homem existe, descobre-se, aparece no mundo – e se define depois. Sartre considera que o homem não é definível a priori, porque, para começar, ele não é nada. Cada ser humano só será alguma coisa mais tarde e, então, será aquilo que fizer de si mesmo.

Enquanto viveu, Sartre foi um dos filósofos mais populares do mundo. O existencialismo, filosofia que ele se tornou o porta-voz, emergiu como o pensamento que melhor preencheu o vazio para estudantes, intelectuais e revolucionários de uma Europa em ruínas logo após a Segunda Guerra Mundial. A incessante contestação da autoridade, a revolta contra os valores burgueses e a busca pela liberdade última do indivíduo estão entre as principais características do existencialismo defendido por Sartre. Essas ideias foram adotadas como uma estimulante “filosofia da ação” por jovens ao redor do planeta nas décadas de 50 e 60.

O existencialismo segundo Sartre

O homem é uma paixão inútil.
(O Ser e o Nada)

O inferno são os outros.
(Entre Quatro Paredes)

A consciência é o completo vazio (porque o mundo inteiro está fora dela).
(O Ser e o Nada)

O homem está condenado a ser livre.
(O Existencialismo é um Humanismo)

O mundo das explicações e da razão não é o da existência.
(A Náusea)


Sartre usou sua brilhante imaginação para fazer dele mesmo e do existencialismo os personagens filosóficos com a maior popularidade no século 20. Mas, ele não se limitou a tratados e ensaios filosóficos – área em que muitos o consideram superficial – e escreveu também sobre política, além de contos, romances e peças teatrais. Saiba mais sobre a vida e obra desse importante pensador francês nas próximas páginas.

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Reprodução

Este artigo é um resumo do livro “Sartre em 90 minutos”, de Paul Strathern, da coleção “Filósofos em 90 minutos” da Jorge Zahar Editor, publicado em 1999.