Crescimento demográfico

O crescimento de São Paulo foi vertiginoso no último século. Primeiro com os imigrantes, depois com os migrantes, a cidade foi crescendo sem parar e, de maneira vertiginosa. Além disso, a população paulistana contava também com altos índices de natalidade.

Veja na tabela os números dos censos e como São Paulo foi crescendo.

Ano População Crescimento em relação
ao período anterior
1872 31.385 -
1890 64.934 107%
1900 239.820 269%
1920 579.033 141%
1940 1.326.261 129%
1950 2.198.096 66%
1960 3.781.446 72%
1970 5.924.615 57%
1980 8.493.226 43%
1991 9.564.185 13%
2000 10.434.252 8%
2007 10.886.534 4%
Fonte: IBGE

Dá para perceber claramente que o crescimento foi maior no final do século 19 e início do século. Foi o tempo da consolidação da cidade como “engrenagem do país”. Com um enorme número de imigrantes, era o tempo que se ouvia outras línguas pelas ruas da cidade.

A diminuição da porcentagem de crescimento na metade do século, a partir da década de 1950, dependeu de vários fatores. A partir desses anos, São Paulo começa a dividir com as cidades vizinhas sua dinâmica de crescimento. O fluxo de imigrantes diminui, mas continua e amplia-se um intenso fluxo migratório dos outros Estados. São Paulo muda seu sotaque para o do nordestino.

Veja no gráfico abaixo a porcentagem de migrantes originários dos Estados nordestinos em 2000.

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Nos anos 80, São Paulo chegou a ser chamada de a maior capital do Nordeste graças aos números absolutos de nordestinos que viviam na cidade. Em 2000, segundo pesquisa da Fundação de Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), São Paulo continuava sendo o principal porto dos migrantes brasileiros, mas na média entre idas e vindas desde 1991 o saldo migratório tem sido negativo, como mostra a tabela.

Período Saldo migratório
De 1900 a 1920 10.765
De 1920 a 1940 25.008
De 1940 a 1950 62.629
De 1950 a 1960 93.063
De 1960 a 1970 113.357
De 1970 a 1980 117.446
De 1980 a 1991 -62.232
De 1991 a 2000 -50.413


O que é saldo migratório?
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Saldo migratório é a diferença entre o crescimento vegetativo (quantidade de nascimentos na própria área) e o crescimento populacional total da área.


É interessante ressaltar também que um estudo do Seade mostra que entre 1995 e 2000 mais de 800 mil pessoas deixaram o Estado de São Paulo (a maioria da cidade). Desses, 325 mil foram para o Nordeste e mais da metade (62%) eram migrantes que voltaram para sua terra natal. Dois fatores econômicos podem ajudar a explicar essa tendência: pouca oferta de trabalho para mão-de-obra não especializada na cidade e os investimentos públicos e privados dos últimos anos para áreas fora do eixo Rio São Paulo.

Além disso, o aumento da classe média e conseqüentemente o crescimento da consciência de um planejamento familiar fez diminuir também as taxas de natalidade como pode ver na tabela.

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Ano Taxa de natalidade (por mil habitantes)
1900 36,20
1910 32,97
1920 34,03
1930 31,72
1940 25,26
1950 28,08
1960 31,67
1970 25,90
1980 28,23
1990 20,71
2000 19,95


Um estudo do Seade sobre o perfil do paulistano em 2007 mostra outro dado importante. Em 1980, uma mulher paulistana tinha em média 3,2 filhos. Em 2007, não ultrapassava 2 filhos por mulher.

Enfim, São Paulo começa a dar sinais de que sua febre de crescimento, pelo menos populacional, vem freando, o que pode mudar do seu perfil nas próximas décadas. Só resta saber o que isso vai mudar para os outros aspectos da paulicéia.