Introdução sobre o Santo Graal
Há várias teorias sobre o que ele é e muitas dúvidas se ele realmente existe ou existiu. Para alguns trata-se de um cálice usado por Jesus na
Última Ceia e que depois guardou o seu sangue, para outros é uma gema caída da coroa usada por um anjo que foi importante mas acabou caído, enquanto tem gente que aposta que ele nada mais era do que um antigo caldeirão celta. Na verdade, não parece ser tão fundamental saber exatamente o que ele é, mas sim o que representa.
O Santo Graal é um dos mitos mais instigantes para a imaginação ocidental e tem sido tema de várias obras de ficção, como livros e filmes, e de investigações históricas interessadas, entre outras coisas, em descobrir quando as narrativas sobre ele surgiram.
 ©iStockphoto.com/ Bparren A versão mais popular do Santo Graal o descreve como um cálice sagrado
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Um dos primeiros registros literários sobre o Graal apareceu no século 9, no poema galês “As Ruínas de Annwm”. Possivelmente, a lenda foi inspirada na
mitologia céltica e o primeiro texto mais extenso apareceu no inacabado poema “Percival” ou “Conde do Graal”, escrito por Chrétien de Troyes, no século 12. Uma combinação do religioso com o fantástico, a obra parece ter aberto a porta para as narrativas que surgiriam a seguir envolvendo o cálice sagrado. Entre elas, o poema “José de Arimatéia”, de Robert de Borron, que incorporou elementos cristãos à história.
Desde então as narrativas sobre o Graal têm sido associadas essencialmente às lendas em torno do
Rei Arthur e às histórias que envolvem a Ordem dos Cavaleiros Templários. Nesse percurso, ele foi sendo representado por diferentes objetos, inevitavelmente sagrados e carregados de esoterismo.
O que começou como um cálice sagrado, virou uma pedra preciosa que caiu do céu e, mais recentemente, a imaginação humana especulou que ele simbolizaria a linhagem sagrada que descendeu de Jesus. Num caminho cheio de mistérios e mágicas, o Santo Graal não poderia deixar de inspirar várias
sociedades secretas reais e imaginárias, como o Priorado de Sião.
Na próxima página, descubra como o Santo Graal surgiu e prosperou como uma das
mais importantes lendas de todos os tempos, principalmente por conta das obras literárias que o tornaram tão popular.
 ©iStockphoto.com/ 1amgreen Vista da montanha com a enigmática torre de Glastonbury (Inglaterra), que segundo a lenda seria o lugar onde ficou guardado o Santo Graal
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Onde está o Graal? A tradição cristã oferece algumas alternativas para você ver o Santo Graal. Mas, isso vai mais depender de sua fé do que de comprovações científicas. Uma das versões conta que um cálice de prata foi visto na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, por um peregrino no século 7. Mas ele nunca mais foi localizado. Há, no entanto, duas outras possibilidades de ver atualmente o que seria o cálice sagrado. Uma está em Genova, na Itália, na Catedral de São Lorenzo, que guarda o “sacro catino”, uma espécie de prato feito de cristal verde que teria sido levado até lá pelos cavaleiros que participaram das Cruzadas, no século 12. Já uma outra versão diz que o verdadeiro Graal encontra-se em Valência, na Espanha. O cálice, feito de calcedônia, teria sido levado pelo apóstolo Pedro para Roma e por fim teria acabado na Espanha carregado justamente por São Lorenzo. Mas, apesar desses “exemplares” do Graal, a verdade é que muita gente ainda continua em busca dele, o que reforça o mito de o Santo Graal simbolizar mais uma busca espiritual do que ser o fruto de alguma descoberta arqueológica.
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