O período crítico da Revolução

Revolução francesa
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As tropas francesas venceram em vários frontes. O avanço da Áustria e da Prússia foi interrompido em Valmy, França (setembro de 1792). Forças francesas capturaram os Países Baixos austríacos (Bélgica) e continuaram pela Alemanha. Savoy e Nice foram tomadas da Sardínia. Porém, depois da decapitação de Luís 16, a Grã-Bretanha, a Holanda e vários outros países uniram-se à Áustria e Prússia contra a França, criando uma aliança conhecida como Primeira Coalizão.

Na Convenção Nacional, uma luta entre as facções terminou em vitória para os Jacobinos, liderados por Maximilien Robespierre, Marat e Danton. Os girondistas (moderados) foram expulsos. O Comitê de Saúde Pública foi criado em abril de 1793, para acabar com a oposição.

Um período de execuções políticas em massa, conhecido como o Reinado do Terror, tomou a região. Até o seu fim, em julho de 1794, Robespierre, Danton e Marat estavam todos mortos. O período mais moderado que se seguiu ficou conhecido como a Reação Termidoriana (termidor era o nome utilizado para 'julho' no calendário que a França adotou em 1792).

As reservas militares, em 1792, fizeram com que o Comitê de Saúde Pública formasse 14 novos exércitos por conscrição (essa foi a primeira instância da história moderna de um serviço militar compulsório sob a legislação nacional). No mesmo ano, uma rebelião iniciou-se em Vendee, uma região do oeste da França, próxima de Nantes, bastante incentivada pela política de conscrição do governo. Durante a supressão da rebelião, entre 1793 e 1800, mais de 300 mil pessoas foram mortas.

No fim de 1793, as forças inimigas foram expulsas da França. Os franceses retomaram a Bélgica e marcharam para a Holanda. Em julho de 1795, tratados de paz foram feitos com Holanda, Prússia e Espanha.