Em agosto, a Assembléia Nacional escreveu a Declaração dos Direitos do Homem, uma declaração que clamava para o povo certas liberdades básicas que o governo não poderia negar. Era o primeiro passo do processo, que durou dois anos, para a elaboração da constituição. Na Assembléia, várias facções políticas foram criadas. Elas incluíam os Jacobinos, que desejavam imensamente aumentar o poder do terceiro estado, e os moderados, liderados pelo Comte de Mirabeau, que favorecia uma monarquia constitucional limitada.
Os rumores de que o rei estaria conspirando contra o povo fez com que a população de Paris se reunisse para marchar contra Versalhes, em 5 de outubro de 1789. A família real foi obrigada a se mudar para Paris. A corte e a Assembléia estabeleceram-se no palácio de Tuileries. Incentivada pelos muitos grupos políticos cada vez mais comuns na cidade, a Assembléia tornou-se mais radical. O rei foi destituído do poder e propriedades da Igreja foram confiscadas.
Maria Antonieta, cujo irmão era o Sagrado Imperador Romano e governante da Áustria, pediu a Luís 16 que deixasse a França e buscasse assistência estrangeira. Porém, Mirabeau aconselhou o rei a ficar e apoiar a Revolução. Em abril de 1791, Mirabeau faleceu. Em junho, o rei e a rainha tentaram sair do país. Mas, foram impedidos e trazidos de volta. Luís 16 aceitou a nova constituição que limitava a sua autoridade. A Assembléia Nacional foi dissolvida e substituída por um novo corpo, a Assembléia Legislativa, formada em outubro.
Outros governantes europeus consideraram a Revolução Francesa uma ameaça à ordem estabelecida em toda a Europa, por isso, os nobres franceses exilados pediam que eles tomassem uma atitude. No início de 1792, o exército austríaco foi levado para a fronteira francesa, fazendo com que a França declarasse guerra à Áustria em abril. Embora Luís 16 tenha aceitado as ações dos revolucionários, os governantes estrangeiros o consideraram uma peça inútil e vítima da Revolução. A Prússia aliou-se à Áustria contra o governo revolucionário e o comandante prussiano ameaçou destruir Paris se o rei fosse prejudicado.
A marcha de Paris, liderada por Georges Danton, um extremista que desejava ver a abolição da monarquia, reagiu com raiva à ameaça da Prússia. Suspeitando de um acordo secreto entre o rei e os governantes estrangeiros, a multidão invadiu Tuileries e prendeu a família real. A Assembléia convocou uma convenção nacional para criar um novo governo. Em toda a França, os monarquistas eram presos. Incentivada pela Comuna de Paris e por Jean Paul Marat, um jornalista radical, a multidão invadiu as prisões e massacrou milhares de prisioneiros monarquistas.
Em setembro de 1792, a Convenção Nacional se reuniu. A monarquia foi extinta e a Primeira República da França foi instituída. O rei foi julgado por acusações de traição e condenado. Ele foi guilhotinado em janeiro de 1793.