Histórico

No início da Revolução Francesa haviam três classes sociais na França. A classe privilegiada consistia da nobreza e do alto clero; a classe média, de comerciantes e profissionais; e a classe baixa, de camponeses e operários. Os camponeses, que eram fazendeiros ou proprietários de pequenas porções de terra, eram brutalmente taxados pelo governo. Eles tinham dívidas adicionais impostas pelos senhores feudais e pela Igreja. O que sobrava de suas escassas plantações mal servia para sustentá-los. Quando as plantações entraram em colapso, como em 1788, os preços do pão subiram tanto que muitos operários da cidade estavam prestes a passar fome.

A burguesia era formada por médicos, advogados, fabricantes, comerciantes e oficiais do governo. Eles respondiam por grande parte dos impostos coletados, mas quase não tinham voz ativa nos destinos da nação, que permanecia nas mãos do rei e da classe privilegiada. O pensamento dessa burguesia era influenciado pelos livros dos intelectuais franceses, como Voltaire, que atacava a autoridade absoluta dos monarcas e o poder da Igreja. Outro, Jean Jacques Rousseau, dizia que um país deveria ser governado de acordo com a vontade do povo.

No fim do século 18, a condição econômica da França era desesperadora. Luís 15, que reinou entre 1715 e 1774, acabou com o tesouro por causa de sua extravagância e de seu governo ineficiente. Ele foi sucedido por Luís 16, um rei bem intencionado, porém fraco. A rainha Maria Antonieta e a corte eram extravagantes. A assistência aos Estados Unidos durante a Guerra Revolucionária também esgotou os recursos franceses. A França quase entrou em falência. Luís 16 precisava muito de dinheiro, mas as pessoas comuns já estavam sendo taxadas ao limite e a aristocracia detentora de terras era isenta de impostos. Diante dessa crise, o rei convocou uma reunião dos Estados-Gerais, a assembléia nacional, que não se reuniam desde 1614.