Prevenção à reciclagem criminosa

Se os ladrões não conseguem trocar o material roubado por dinheiro, eles param de roubar, certo? Essa é a idéia que está por trás do controle mais rígido da indústria de reciclagem. Mais de 30 estados norte-americanos adotaram leis que exigem que os recicladores de sucata anotem suas vendas, e muitas outras leis locais estabeleceram graus variados de regulamentação [fonte: AT&T]. Algumas das condições são:

  • usar métodos de pagamento rastreáveis para transações acima de US$ 100;
  • guardar cópia de documento de identidade com foto dos clientes;
  • guardar os materiais recicláveis por um determinado período antes de processá-los;
  • tirar a impressão digital.

Alguns estados têm dificuldade em colocar em prática essas regulamentações devido a fortes adversários da indústria que temem que as regras rígidas atrapalhem os negócios. Mas isso não significa que outros recicladores de sucata não estejam tentando diminuir a quantidade de vendedores inescrupulosos. O ISRI (Institute of Scrap Recycling Industries - Instituto das Indústrias de Reciclagem de Sucata) tem uma seção inteira no seu website dedicada à questão do roubo de metal, onde detalha seus esforços para minimizar essa prática. Também tem parceria com o NCPC (National Crime Prevention Council - Conselho Nacional de Prevenção do Crime) para fortalecer esses esforços.

Prevenção do crime
Foto cedida pelo Instituto das Indústrias de Reciclagem de Sucata
O Instituto das Indústrias de Reciclagem de Sucata tem parceria com o Conselho Nacional de Prevenção do Crime para ajudar a prevenir o roubo de metal

O ISRI também criou um Sistema de Alerta de Roubo notificando os recicladores de sucata a prestar atenção em itens específicos listados como roubados e a deixar de comprar esses materiais. As vítimas informam ao ISRI dados sobre o roubo que são divulgados em uma lista de e-mail.

Além disso, o ISRI encoraja os recicladores de sucata a adotar algumas medidas de precaução para minimizar a compra de materiais roubados. Além dessas orientações sugeridas pela legislação já estabelecida, as recomendações são:

  • pedir identificação dos vendedores, como número da placa do carro e número da carteira de motorista;
  • treinar os funcionários a reconhecer e a relatar materiais suspeitos, como arquibancadas e placas de trânsito;
  • não aceitar itens que sejam específicos de uma determinada indústria, como tampas de bueiros, barris ou grades de proteção de estradas, a menos que o vendedor seja confirmado;
  • investir em câmeras de segurança.

As pessoas comuns também podem ajudar a conter o roubo de metais ao guardarem itens que provavelmente são alvos dos ladrões. Elas também podem cobrir seus aparelhos de ar condicionado, guardar o carro na garagem, prender objetos grandes de metal e guardar ferramentas em um quartinho. Muitas dessas sugestões também podem ser aplicadas para se evitar roubo de casas: instalar iluminação externa para deter os criminosos, investir em um sistema de alarme e aparar arbustos que poderiam servir de esconderijo. Colocar identificação nos itens também pode ajudar a impedir os ladrões ou, pelo menos, ajudar a identificar os itens em caso de roubo.

No Brasil,  algumas ações são tomadas também. Além do acompanhamento da polícia dos casos. Empresas como a Telefônica, de São Paulo, tomam medidas com ampliação da segurança em locais comuns de furto ou roubo e fazendo a torca de fios de cobre por de alumínio, quando é possível.

Porém, alguns ladrões simplesmente não têm medo. Na próxima página, dê mais uma olhada no mundo bizarro da reciclagem criminosa.