A verdade por trás de quem descobriu a América

Autor: 
Seleções do Reader's Digest, do livro " A Verdade por Trás da História"

A convicção de que Cristóvão Colombo descobriu a América é uma falácia. Ele seguiu caminhos já percorridos por muitos. Séculos antes de seu nascimento, pioneiros já haviam atravessado os oceanos Pacífico e Atlântico. O Novo Mundo já era conhecido por exploradores há 1.500 anos.

Nas salas de aula do mundo inteiro, as crianças aprendem que o navegador genovês Cristóvão Colombo descobriu a América em 1492. Embora a importância dessa viagem para a história da era moderna seja incontestável, diversos aspectos dela foram mitificados.

 

Pistas
 

As pistas sobre os primeiros descobridores da América sugerem rotas de exploração que remontam a mil anos antes de Colomb

Ele não partiu para provar que a Terra era redonda; em vez disso, esperava encontrar uma lucrativa rota comercial para a Ásia. Nem sequer desembarcou nos EUA como o conhecemos hoje; em vez disso, seu navio alcançou terra na ilha de San Salvador, no arquipélago das Bahamas.

De qualquer forma, a noção de “descobrir” o continente americano é por si mesma dúbia. As evidências arqueológicas nos dizem que a América do Norte é habitada há quase vinte mil anos. A viagem de Colombo representa pouco mais que o primeiro passo para a colonização do continente pelos europeus.

As primeiras civilizações a terem navios capazes de alcançar a América foram a egípcia e a fenícia. Embora haja alegações de que chegaram ao continente, os indícios e provas são escassos. Uma argumentação mais convincente é feita em favor dos romanos, embora nada tenha sido escrito sobre essa fantástica jornada.

Romanos (200 d.C.)

Os romanos colonizaram a maior parte do mundo conhecido. Sua influência teria chegado ao outro lado do Atlântico?

Pró
Possível artefato romano encontrado no México.

Contra
Falta de registros na vasta crônica latina.

Tamanho da embarcação
53 metros (vela mestra, sem leme)

Tripulação
60-200

O Império Romano estendia-se da Muralha de Adriano, na fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, aos desertos da Síria, abrangendo quase todo o mundo conhecido. Suas galeras eram capazes, sem qualquer dúvida, de realizar a travessia do Atlântico; algumas eram tão grandes quanto os couraçados do século 18. Rebaixadas na proa e arredondadas na popa, como as traineiras, elas eram projetadas para as águas mais calmas do Mare Nostrum (“Nosso Mar”), o Mediterrâneo.

Descoberta misteriosa

Não há povoados romanos ou restos arqueológicos, mas existe uma evidência concreta, sob a forma de uma pequena cabeça de terracota de um homem barbudo, encontrada no Vale de Toluca, 65 km a oeste da Cidade do México. Com apenas 5 cm, a cabeça difere de qualquer outro artefato pré-colombiano. Tem sido uma fonte de controvérsia desde que foi desenterrada, em 1933.

Cientistas do Instituto de Física Nuclear Max Planck empregaram recentemente um método avançado para determinar a idade do artefato. Elétrons de alta energia acumulados no artefato foram forçados a emitir sua energia como luz. A quantidade liberada, proporcional ao tempo transcorrido desde que a argila foi queimada, datou-o em 200 d.C. Muitos consideram que o objeto corresponde ao estilo das peças produzidas em Roma nessa época.

Mistério da cabeça de Toluca

Uma pequena cabeça em terracota encontrada em Toluca, no México, sugere que galeras romanas alcançaram a América, ou ao menos que restos de embarcações romanas naufragadas chegaram até suas praias. A datação do solo sugere que a cabeça de Toluca já estava enterrada muito antes dos espanhóis chegarem à América Central.

O mistério da cabeça de Toluca é como ela pode ter viajado de Roma para o México. Os registros arqueológicos originais sugerem que a cabeça foi enterrada por volta de 1510, pouco antes de colonos europeus poderem levá-la para a América. Um objeto tão pequeno poderia ter vindo nos destroços de um navio naufragado, recuperado numa praia, e levado para o interior do México? A maioria dos estudiosos concorda que, para uma civilização que deixou marcas em todos os lugares por onde se aventurou, as evidências arqueológicas de romanos na América são desprezíveis.

Distâncias percorridas

  • Frota chinesa (1421) - 14.600 km
  • Exploração espanhola (1492) - 8.300 km
  • Vikings (1000 d.C.) - 3.700 km
  • Sacerdote budista (458 d.C.) - 14.800 km
  • Galeras romanas (cerca de 200 d.C.) - 10 mil km

* Correntes oceânicas, especialmente no Pacífico, teriam ajudado nas longas viagens.

Conheça outras verdades por trás da história, por Seleções