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Veja qual era a posição de cada uma das forças:
- Fazendeiros do oeste paulista – a chegada do café às fazendas do oeste paulista, a partir de 1850, provocou uma inédita geração de riqueza na região. Abastados, esses proprietários agora desejavam uma força política que nunca lhes foi acessível. Seus interesses conflitavam com o Império.
- Classe média urbana – a abolição da escravatura, ocorrida no ano de 1888 e que já se delineava nos anos anteriores com, por exemplo, a proibição do tráfico de escravos, fez com que os recursos investidos no extinto setor econômico escravocrata fossem transferidos para outros empreendimentos como estradas de ferro, linhas telegráficas e bancos. Isto fez crescer a população assalariada urbana que, por sua vez, absorvia vorazmente as idéias positivistas que circulavam em jornais nas cidades. Aos poucos, se posicionaram contra o Parlamento Monárquico.
Exército – Apesar de leais ao Império, os oficiais do Exército eram cidadãos de pouco prestígio profissional e social, motivo de ressentimento com o regime. A mágoa aumentou com a permanência do desprestígio ao fim da Guerra do Paraguai, na qual o Brasil se saiu vitorioso às custas do sacrifício militar. O exército tinha, adicionalmente, outro ponto de atrito: os oficiais da corporação eram proibidos de reivindicar direitos e de manifestar publicamente suas queixas. Quem o fizesse era punido. Diga-se de passagem, norma existente até hoje.
Soma-se, à conjugação destes fatores, a morosidade dos estadistas monárquicos em perceber o clima generalizado de descontentamento e propôr mudanças. Em junho daquele mesmo ano, assumiu o poder o ministério Ouro Preto, grupo de ministros de postura liberal, com o intuito de promover algumas reformas e, com isso, evitar a queda da monarquia. Mas era tarde demais.
Os civis republicanos, se aproveitando do desgaste do Império, logo se aproximaram de líderes militares descontentes, como Deodoro da Fonseca, e simpáticos ao positivismo, como Benjamin Constant, na tentativa de articular a tomada do poder.
Em 15 de novembro de 1889, sob os rumores de que sua prisão havia sido decretada, marechal Deodoro da Fonseca dirigiu-se à Praça da Aclamação e declarou dissolvido o ministério Ouro Preto. Os republicanos tomavam o poder e instauravam a República no Brasil.
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Dom Pedro II, que na ocasião repousava em Petrópolis, foi informado sobre tais acontecimentos e retornou ao Rio, mas nada pode fazer. Na noite do mesmo dia, o marechal assinou o decreto que proclamou oficialmente a República no Brasil, instaurando o governo provisório, aliás com uma bandeira provisória.
O ex-imperador, por sua vez, foi intimado a deixar o país em 24 horas, sendo-lhe oferecido, ainda, uma boa quantia de dinheiro. A cortesia, no entanto, foi rejeitada por Pedro II, que pediu somente um travesseiro com terras do Brasil, o qual faria uso em seu leito de morte.
No dia 18 de novembro, o ex-imperador e a família imperial partiam rumo à Europa à bordo do navio Alagoas. Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim e dava lugar à República no Brasil, regime que perdura até os dias de hoje.
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