Em um dia de setembro de 1630, John Billington, um colonizador de Plymouth, proprietário de terras, pai de dois filhos e signatário do Pacto de Mayflower, foi sentenciado ao enforcamento. Quando morreu, John Billington deixou um legado de pioneirismos históricos duvidosos para o Novo Mundo.
Galeria de imagens de Massachusetts (em inglês)
Nesse mesmo ano, John Billington atirou de tocaia em um jovem chamado John Newcomen, que havia migrado (em inglês) recentemente para Plymouth. O governador William Bradford, em seu tratado histórico “Da Colônia de Plymouth 1620 - 1647”, não menciona o motivo do assassinato [fonte: Morison (em inglês)].
A morte por enforcamento de Billington foi o resultado de uma longa e tensa história entre sua família e líderes puritanos. Os Billingtons (John, sua esposa Eleanor e os filhos, John e Francis) faziam parte dos Estranhos, um grupo de pessoas que veio para a América a bordo do Mayflower com os rígidos puritanos separatistas. Acreditava-se que Billington era católico, o ramo cristão que os puritanos mais odiavam.
Na viagem para a América do Norte, John Billington se envolveu em uma tentativa de motim a bordo do Mayflower. Com a tensão à flor da pele, um dos filhos de John Billington quase explodiu o navio. Em uma cabine lotada, ele atirou com a arma do pai contra um barril de pólvora. Apesar de tudo, ninguém ficou ferido.
Já no Novo Mundo, a má reputação de Billington continuou a aumentar, principalmente após ridicularizar a pressão do Capitão Miles Standish a respeito do serviço militar. Ele recebeu a ameaça de ter os pulsos amarrados aos tornozelos, mas diz-se que implorou por perdão. Os registros mostram que os líderes optaram por não executar a sentença já que, afinal, era a primeira violação de Billington. Mas não seria a última.
Billington aparentemente discordava da maneira como os líderes puritanos governavam a colônia. Sabe-se que ele passou muito tempo envolvido no que seria considerada uma subversão anti-governo, em uma conspiração para arruinar o governo religioso da colônia de Plymouth. Quando pressionado, entretanto, negou ter qualquer participação e não foi condenado.
Durante o período de 10 anos em que a família trabalhou na terra de Plymouth, em acordo feito pela coroa britânica como membros do primeiro partido colonizador, os Billingtons continuaram a causar problemas para os seus companheiros colonizadores.
John Billington Jr. acabou perdido na floresta e vagou por 20 milhas antes de chegar a um vilarejo de americanos nativos. Dali, ele foi levado a outro vilarejo um pouco mais distante. Um grupo de 10 homens saiu em busca do garoto e o encontrou onde hoje é Cape Cod após alguns dias [fonte: Fiore (em inglês)].
William Bradford particularmente não gostava da família. O governador de Plymouth disse que os Billingtons eram “uma das famílias mais profanas” a vir para a colônia [fonte: Morison (em inglês)].
Seguindo esses dados, parece que John Billington e sua família eram a escória dos primórdios da colônia Plymouth. Leia a próxima seção para saber o que os outros colonizadores achavam de Billington.