Crime e punição dentro dos presídios

Enquanto presos, os criminosos estão sujeitos às regras impostas pelos funcionários da prisão. Se um preso comete uma infração, ele tem direito a uma audiência com o diretor ou com outros oficiais. Se o comitê considerar o prisioneiro culpado da infração, algumas penas podem ser determinadas. Alguns exemplos de punições:
  • tempo na solitária (O Buraco)
  • eliminação do bom comportamento registrado em sua ficha
  • transferência para um trabalho menos agradável na prisão
  • apreensão de artigos
  • transferência para uma prisão de maior segurança
Infrações relativamente leves resultam em "pontos". Um ponto é um registro contra o preso, atribuído em sua ficha. Quando um presidiário sai em liberdade condicional ou pede permissão para algum tipo de privilégio adicional (como um trabalho melhor na prisão ou a conservação de seu antigo emprego fora da prisão), o número de pontos em sua ficha será considerado.

Existem punições mais informais também. Em muitas circunstâncias, os guardas podem impor disciplina sem a necessidade de audiências. Uma tática comum é revistar a cela do presidiário em busca de contrabando e acabar danificando algumas das posses dos internos. Se algum contrabando é encontrado, o preso terá ainda mais problemas. Os guardas também podem ser violentos com os presos que desobedecem ordens diretas. Não é incomum os guardas atirarem nos presos com espingardas de pressão quando percebem alguma agitação.

Crimes graves que acontecem na prisão, como assassinato ou estupro, podem resultar em acusações ou até julgamentos.

Nem todos na prisão são assassinos psicopatas, mas em presídios de segurança máxima uma grande porcentagem dos presos tem comportamento violento e está disposta a usar violência para conseguir o que quer. Os presidiários costumam acreditar que a força resolve tudo. Os internos que demonstram covardia ou que não enfrentam brigas são tachados de covardes e forçados a passar mensagens e conseguir contrabando para outros presidiários. Eles também podem sofrer agressões ou abusos.

Quando uma agressão ou até mesmo um assassinato acontece na prisão, raramente existe alguma testemunha. Os presos têm uma regra severa contra "dedurar", então até mesmo um assassinato em um pátio de prisão cheio de gente pode não ser solucionado. Essa regra não respeita qualquer senso de honra. Os "dedos-duros" recebem uma retribuição imediata e violenta. Assim, os outros presos aprendem rápido a manter a boca fechada, não importa o que tenham visto.

Nas prisões, os presidiários estão em maior número do que os guardas. Então, caso os presos se rebelem violentamente, eles podem ganhar o controle de seções da prisão (ou até mesmo da prisão inteira), usar os guardas como reféns e pegar suas armas. Muitos presidiários aproveitam esse momento de controle para cometer violência contra outros presos. Em alguns casos, eles têm queixas autênticas contra as condições ruins da prisão.

Internos na Attica Correctional Facility (Casa de Correção Attica) são vigiados por policiais depois de helicópteros terem atirado bombas de gás lacrimogêneo para retomar o controle.
Foto cedida por ©2007 The Rochester Democrat and Chronicle
Internos na Prisão de Attica são vigiados por policiais depois de helicópteros terem atirado bombas de gás lacrimogêneo para retomar o controle

O motim mais famoso da história dos EUA é o motim de Attica, de 1971. Os internos reclamavam das condições deploráveis da Prisão de Attica, em Nova York, mas eram ignorados. Eles agrediram um guarda e tomaram o controle de quase toda a prisão, na tentativa de negociar condições melhores. Por fim, a polícia estadual e local conseguiu controlar a prisão. No motim e na retomada do controle, 39 guardas e presidiários foram mortos.

Em 1980 aconteceu uma revolta brutal na Penitenciária do Estado do Novo México, próxima de Santa Fé. Apesar de nenhum guarda ter sido morto, sete deles foram brutalmente espancados e 33 internos morreram. Sabe-se que alguns dos presos foram torturados até morrer.

Vamos dar uma olhada nas controvérsias associadas a presídios na próxima seção.