Contando a população

A forma mais básica (embora não necessariamente a mais fácil ou a mais precisa) de se medir a população é simplesmente contar todo mundo. Isso é conhecido como censo e, geralmente, é realizado por órgãos do governo. No passado, as organizações religiosas eram encarregadas do censo, mas geralmente em um nível local ou regional. O Império Romano conduzia o censo a fim de calcular a quantidade de homens em idade militar ou para fins de impostos, mas isso era limitado porque os romanos tinham que comparecer aos órgãos do governo da sua cidade para serem incluídos na contagem. As pessoas pobres ou incapazes de viajar quase nunca eram contados [fonte: Weinstein & Pillai]. O governo americano conduziu o primeiro censo em 1970 e tem feito isso a cada 10 anos desde então. Um censo completo é às vezes conhecido como enumeração completa, cada pessoa é contada seja durante entrevistas ou através de questionários. Não existem estimativas.

censores
ABBAS MOMANI/AFP/Getty Images
Funcionários do departamento de estatística da Palestina checam os formulários usados no censo da população, durante as visitas de porta em porta no West Bank City de Ramallah em dezembro de 2007

Mesmo um censo completo possui limitações. Em países com áreas muito remotas, pode ser impossível para os censores contarem todo mundo. O censo americano de 1980 sofreu de subcontagem documentada, em parte pelo medo dos censores de visitar as vizinhanças mais pobres [fonte: Weinstein & Pillai (em inglês)]. Um censo também enfrenta problemas ao coletar informações das populações dispersas. Uma população dispersa é aquela que é pequena ou que não se reflete nos dados do censo padrão. Os Estados Unidos não estão autorizados a coletar informações religiosas no censo nacional, por exemplo, então, os muçulmanos americanos podem ser considerados uma população dispersa. As pessoas que participam de um hobby particular ou que possuem um certo modelo de carro são outros exemplos de populações dispersas.

Uma alternativa ao censo de enumeração completa é a amostragem. Você já deve conhecer esse método como a forma usada pelas empresas de pesquisa de mercado e analistas políticos de conduzirem suas pesquisas. Os estatísticos utilizam uma fórmula matemática para determinar a quantidade mínima de pessoas que devem ser contadas para constituir uma amostra representativa da população total. Por exemplo, se a população total é de 1.000 pessoas, os pesquisadores podem pesquisar somente 150 delas diretamente. Eles podem extrair os dados da amostra e extrapolá-los na população total. Se 10% da população da amostra são canhotos, então presume-se que 100 de um população de 1.000 sejam canhotos.

A amostragem pode oferecer resultados mais precisos do que a enumeração completa, mas com alguns embargos. Todas as amostras possuem uma margem de erro, porque sempre existe uma chance de que a amostra selecionada para a pesquisa seja diferente da população total de alguma maneira. Isso é expresso em uma porcentagem de possível variação, como "4% para menos ou para mais". Quanto maior for o tamanho da amostra, menor será a margem de erro. Além disso, as amostras podem ser selecionadas aleatoriamente quando possível. Isso pode ser mais difícil do que parece. Vamos supor que você deseja pesquisar uma amostra da população da França (em inglês). Um método utilizado no passado era o de selecionar nomes aleatórios em uma lista telefônica. Hoje, no entanto, isso elimina certas classes de pessoas da possibilidade de serem selecionadas para a amostra: pessoas que não possuem telefones; pessoas que utilizam telefones celulares, pessoas que não constam na lista telefônica; pessoas com números fora da lista; e a maioria dos universitários.

­Reunir dados da população em lugares onde o censo não é realizado ou de períodos históricos antes de o censo se tornar comum, pode ser possível se juntarmos quaisquer informações demográficas disponíveis. Podem existir censos parciais, dados da população local ou informação reunida pela igreja ou grupos cívicos. O exame dos registros de nascimento e de óbito fornece outras pistas.

As Nações Unidas contam o mundo

Desde 1980, as Nações Unidas patrocinaram o Programa de Censo Doméstico e da População Mundial. Todas as nações membros das Nações Unidas conduziram censos e relataram as informações para uma agência central. A informação é coletada a cada 10 anos, embora possa levar vários anos para todas as nações conduzirem seus censos [fonte: Divisão de Estatística das Nações Unidas (em inglês)].