Os melhores da Polícia Civil

A Polícia Civil também tem equipes especiais, consideradas de elite, em vários estados brasileiros. Também fazem cursos especiais, têm armas e equipamentos diferenciados e, em geral, os treinamentos são ministrados por instrutores treinados em escolas especializadas a nível internacional, onde são preparados para ações e missões de alto risco, semelhantes ou iguais as dos grupos de elite da Polícia Militar, como:
  • combate a seqüestros
  • combate a assaltos a bancos, carros fortes e joalherias
  • intervenção em rebeliões em presídios
  • casos com reféns
  • negociações com bandidos especialmente em casos em que ajam reféns
  • cercos e blitz policiais
  • ameaças de bombas


A exemplo dos grupos de elite da PM, os homens da elite da Polícia Civil também têm treinamento físico pesado. A seleção é muito rigorosa e de cada grupo de duzentos candidatos, apenas vinte são aprovados.


O Goe paulista

“Morte! Sangue! Honra! Brasil!”. O grito pode ser ouvido ao longe. Antes os policiais do GOE – Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil de São Paulo, fizeram a “oração do guerreiro”. Agora se preparam para entrar em ação. Eles têm escudos, bombas de efeito moral, cassetetes de aço, coletes a prova de balas. Uma parte do grupo carrega armas pesadas que, em caso de confronto, poderão ser usadas. São metralhadoras calibre 40, carabinas que disparam até 40 tiros, fuzis e pistolas ponto 40 e 45.
É uma cena comum em São Paulo. Que se repete em casos de ocorrências com reféns, assaltos a bancos e outros casos de maior vulto.

Existe o GOE da capital e alguns em cidades do Interior de São Paulo, como em São Joaquim da Barra, Barretos, Bebedouro , Fernandópolis e Franca.
Chefe do GOE em São Joaquim da Barra, em 2007, o delegado Hugo Anselmo Ranagnini – que fez mais de dez cursos nas polícias americanas (no FBI e na Swat) – declarou em uma entrevista: “Nossa obrigação é pensar com clareza no limite da tolerância, da impaciência, da dor e da grande dificuldade”.

Em novembro de 2007, policiais do Uruguai vieram ao Brasil para fazer curso com os policiais do GOE de São Joaquim da Barra. Aqui os uruguaios aprenderam técnicas de abordagem, defesa pessoal, aikidô e simulações de invasão de edifícios.

O GOE da Capital, foi criado em 1989 e, em 2007, tinha em seu quadro, 200 policiais, muitos treinados no exterior. Nos cursos, entre outras coisas, aprendem técnicas de negociações com criminosos, manuseio de explosivos, invasão tática e tem aulas de tiro de precisão e aikidô, uma técnica de luta de defesa japonesa, direção defensiva.

Desde 2003 os policiais do GOE de São Paulo tem, incluído em seu curriculum, curso de Aikidô, ministrado por Roberto Nobuhuko Maruyama, mestre em artes marciais e especialista na modalidade Aikidô, uma luta que tem como objetivo principal a defesa do policial. Maruyama falou ao HSW Brasil sobre o curso, chamado de “Combate Tático: “ a probabilidade de um confronto pessoal e corporal é muito grande para um policial. No aikidô, ele aprende a preservar, primeiro, sua integridade e também a da pessoa que ele quer dominar. Você não precisa agredir todo mundo na hora de uma resistência a prisão ou para desarmar um bandido. Você precisa conter, imobilizar e algemar o suspeito mas não precisa agredi-lo. Este tipo de luta ensina a fazer isso” diz o mestre, paulista e filho de pais japoneses. O aikidô", continua Maruyama, "também ensina o policial a ter serenidade: independente do tipo de ação, numa entrada em uma favela ou numa troca de tiros o policial não pode se deixar levar pelo nervosismo, pelo excesso de adrenalina. O curso e as aulas de aikidô ensinam o profissional da polícia a manter a calma e a serenidade necessárias para enfrentar a ocorrência".


O Tigre paranaense

Foi em 1990 que ele surgiu: o T.I.G.R.E – Tático Integrado de Grupos de Repressão Especiais, que é subordinado as Forças Especiais de Segurança. Surgiu depois de uma seqüência de sequestros no Paraná e além de tratar de casos de extorsão mediante seqüestro também trabalha em casos de roubos de grande vulto ( a bancos, carros fortes e joalherias) cárcere privado, resgate de reféns. Em 2007 o Tigre completou 17 anos comemorando um excelente resultado: nestes anos todos os casos de sequestros atendidos pelo Tigre foram solucionados com as vítimas libertadas em segurança e os criminosos presos.

Os homens do Tigre receberam vários treinamentos, entre eles um curso ministrado por Kevan Gillies, inglês que mora no Brasil há vários anos, da Tees Brasil – Tactical Explosive Entry School, que ensinou táticas defensivas, como agir em confrontos armados e operações com explosivos.