Na teoria qualquer soldado ou policial civil pode pertencer as forças especiais de elite. Na prática, só alguns. Em geral para ingressar em um dos batalhões ou grupos especiais, o policial precisa ter trabalhado pelo menos dois anos como policial comum em outras unidades. Aí precisa fazer um requerimento expressando o desejo de ir para a polícia especial e aguardar o chamado, que pode demorar porque as vagas são poucas e a procura é grande.
Quando chamado começam os cursos e testes, sempre difíceis, exigindo muito vigor físico e intelectual. Nem todos conseguem ser aprovados e muitos do que são acabam desistindo no meio do caminho, porque não agüentam a pressão do trabalho e os continuados exercícios e cursos. Alguns também desistem depois de irem para rua e enfrentar a realidade das balas de verdade dos bandidos. Diferente das simulações, nas ruas, o confronto é real e o risco de vida sempre existe.
Para se ter uma idéia da evasão desses inscritos. Em 2006, 34 policiais se inscreveram para o Bope – Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, mas só 11 conseguiram se formar. Os outros desistiram logo nos primeiros quinze dias de treinamentos e cursos.
Os salários dos policiais de elite (civil ou militar) não são lá muito diferentes dos policiais comuns: eles recebem – dependendo do Estado – uma gratificação extra, um bônus, que vai de R$ 200 a R$ 500 a mais sobre o salário base que é igual ao dos policiais comuns.
![]() Agência Estado Gate - polícia de elite de São Paulo |