Erros fatais

Em muitos casos também ocorrem crimes gerados pelo despreparo dos policiais. Muitos deles saem atirando sem lembrar que há, em sua volta, pessoas inocentes, e casos bárbaros acabam acontecendo. Em 2008 foram vários os casos de “erros” graves, que terminaram com a morte de pessoas que eram inocentes. Veja abaixo:

06 de Junho - Policiais militares do Rio de Janeiro perseguiram um veículo suspeito. No meio do caminho confundiram o carro dos bandidos e dispararam 17 tiros. No carro estava a mãe, Alessandra, e seus dois filhos. Um deles, João Roberto Soares, de 3 anos, morreu baleado na cabeça. O pai do menino morto, o taxista Paulo Roberto Barbosa Soares, em entrevista a emissoras de TV, desabafou: “ estes policiais são uns assassinos!’.

28 de junho -  um PM que fazia a segurança do filho de uma promotora do Rio de Janeiro, baleou, na porta de uma boate carioca, o estudante Daniel Duque, de 18 anos, que morreu na hora.

14 de Julho - numa operação desastrada a PM carioca mata a vítima. Luiz Carlos Soares da Costa, administrador de empresa de 35 anos, foi feito refém por um assaltante em Bonsucesso, zona norte do Rio de Janeiro. O bandido entrou em seu carro, um Siena e obrigou Luiz a sentar no banco de passageiros. A polícia passou pelo veículo e desconfiou de algo e passou a perseguir o veículo. Contaram os policiais que ao se aproximar do Siena o bandido (de 18 anos) teria atirado contra a viatura e os PMs revidaram, acertando dez tiros no Siena, três dos quais atingiram e mataram Luís, a vítima. O bandido, que levou um tiro no abdome, foi socorrido e sobreviveu.

19 de Julho - quatro policiais militares, em ação no Morro Azul, no Rio de Janeiro, atingiram o motoboy Edson Vaz do Nascimento, de 36 anos. Edson, que era funcionário de uma farmácia, na Zona Sul do Rio, saiu de casa para comprar um lanche e não voltou. Passava por uma operação da PM no local quando foi atingido mortalmente.

20 de Julho - Cristiane de Sousa Silva, de 8 anos, levou um tiro no olho e morreu. O autor do disparo foi um policial militar, conhecido como soldado Ramos. De acordo com testemunhas o soldado, à paisana, bebia num bar quando foi avisado que ali perto tinha ocorrido um esfaqueamento. Quando chegou ao local, próximo de um rio, o soldado sacou a arma e disparou cinco tiros. Não acertou os envolvidos no esfaqueamento, que fugiram, mas acertou a pequena Cristiane, filha de lavradores, que brincava no quintal de sua casa, do outro lado do rio. A tragédia aconteceu em Igarapé do Meio, no Maranhão, cidade que fica a mais de 300 km de São Luís.