Boas histórias da PM

No dia a dia, como dissemos no início, o número 190 é o primeiro que lembramos quando estamos ou vemos alguém em perigo. Certamente não é nada fácil, em cidades violentas,  como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, por exemplo,  um Policial Militar ganhar R$ 1.500 e arriscar a vida todos os dias. Muitos deles fazem isso por amor e com seriedade, exercendo um trabalho digno e que merece nosso reconhecimento.

Há lindas e humanas histórias de soldados que socorreram mulheres prestes a dar a luz e acabaram fazendo o parto dentro da viatura porque não deu tempo de chegar ao hospital. Soldados que salvaram pessoas impedindo que elas se suicidassem se atirando de prédios. Há policiais que, além do seu prolongado trabalho nas ruas, ainda dedicam parte de seu tempo para ir a Escolas, sem ganhar nada (além da satisfação pessoal de ajudar) explicar aos jovens como não se envolver com as drogas e o perigo que elas representam na vida deles.

Há programas na PM onde os policiais vão para favelas, não só na busca de criminosos, mas para se aproximar da população, encaminhá-las para fazer documentos, conversar com as pessoas e mostrar uma Polícia presente e amistosa.

Às vezes, não é nem preciso estar na rua para fazer um trabalho perfeito. Há alguns anos, uma senhora, mãe de primeira viagem, estava amamentando o bebê e ele engasgou. Estava roxo e não conseguia respirar. Desesperada, a mãe ligou para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), serviço de atendimento da PM por telefone, em São Paulo e pediu socorro. A atendente, acalmando a mãe foi explicando a ela, passo a passo o que fazer e, juntas, salvaram a criança. Feliz a mãe fez questão de ir ao PM conhecer a soldado que a ajudou a salvar seu bebê. Entregou a ela um ramo de flores e lhe deu um forte abraço de agradecimento.

Entre as muitas crianças que nasceram, nas mãos de Policiais Militares, está a menina Mikaele Yasmin Carvalho, filha de Luciana Carvalho, de 22 anos, moradora do Pará. Logo após o almoço, a jovem mãe começou a sentir dores e no início da tarde pegou um táxi para ir para o hospital. Mas no meio do caminho as dores aumentaram. O taxista parou o carro e chamou os policiais que estavam próximos, em uma viatura. Os cabos Thompsom e  Ozimar, que nunca tinham passado por isso antes, foram ao socorro da mãe e acabaram fazendo o parto  ali mesmo, dentro do táxi, porque Mikaele não queria mais esperar e nasceu, com 3 quilos e meio, cheia de saúde. “Era pra ser um dia normal, como tantos outros. Esse é o tipo de coisa que você nunca espera acontecer. Foi uma das missões mais difíceis da minha vida”, disse o cabo Thompsom, pai de seis filhos. O caso aconteceu no dia 06 de março de 2008. Levadas ao hospital, mãe e filha receberam, no dia seguinte, a visita dos dois “policiais parteiros”. Uma história que ficará na lembrança deles, da mãe e certamente na história de Mikaele.