Quem já não ouviu falar na Banda da PM? Nas solenidades ela sempre está lá, tocando o Hino Nacional, da Bandeira, da própria Polícia Militar. São homens e mulheres que, com seus instrumentos, mostram sua arte e talento para a música. No dia-a-dia são soldados comuns, que fazem patrulhamento como qualquer outro, mas também são pessoas, em geral, formadas em música e, quando surge uma vaga, candidatam-se a fazer parte da Banda da PM. Se aprovados, depois de rigoroso exame, passam a integrá-la mas continuam com seu trabalho de policial comum, ou seja, a banda é uma segunda função.
A PM também tem policiais-dentistas, médicos, farmacêuticos ou veterinários, que são os chamados oficiais de Saúde. Estes profissionais devem ter formação universitária superior e registro nos órgãos correspondentes (por exemplo, no Conselho Regional de Medicina (CRM) no caso de Oficial-Médico) e tem que prestar concurso público na PM para conquistar a vaga.
A mesma coisa acontece com o capelão, o padre da PM. Ele tem que fazer a faculdade especial para padre e também ser policial militar. Não é só ser padre, ter o ministério e ir rezar a missa na Capela da PM: ele tem que ter carreira dentro da instituição, e só pode se candidatar a capelão da PM quando chegar ao posto de Major. Aí sim, assume a Igreja da PM e reza as missas para os companheiros policiais.
Também é muito comum policiais militares que têm aptidões e talentos especiais, fora seu trabalho de farda e que, fora do dia-a-dia são pintores, poetas, músicos. Em São Paulo, policiais militares que são pintores nas horas vagas, fazem até exposições de seus quadros. É claro que, nestes casos, isso é uma opção pessoal e não tem nada com o trabalho dentro da PM.