A PF no combate a outros crimes

O combate ao tráfico de drogas é a primeira coisa que vem a mente quando se fala de PF. É verdade. Com o crescimento do tráfico de cocaína, maconha e outras drogas, a Polícia Federal do Brasil tem muito trabalho neste sentido. Mas há ainda outros departamentos que cuidam de outros crimes, igualmente importantes no dia-a-dia dos brasileiros, e que direta ou indiretamente, está presente na vida de todos nós:

Crimes contra o INSS - Cabe à PF investigar tudo o que se relaciona as falcatruas que envolvem o Instituto Nacional de Seguridade Social e são muitas e feitas de várias formas. Neste Departamento há dois tipos de investigações: a que envolve os “tubarões” e as que dizem respeito aos “peixinhos”. As investigações contra os temíveis tubarões são aquelas em que quadrilhas conseguem entrar no sistema do Previdência Social e fazer operações com lucros milionários, indo direto ao “coração” do sistema, alterando dados, transformando, por exemplo, vivos em mortos (e recebendo as aposentadorias e direitos) e que causam os maiores “rombos” no INSS, que está sempre no vermelho (mais saída de dinheiro do que entrada) porque há muitos “roubando”. Há uma máfia que atua (sempre com o apoio de funcionários do próprio INSS) que a PF tenta combater mas que é muito grande e dentro de um sistema que, parece, é muito fácil de burlar. Quando a PF prende uma quadrilha, outras continuam em ação. Elas são formada por bandidos, médicos peritos e funcionários burocráticos do INSS e dão muito prejuízo, por exemplo, indicando as pessoas que não tem nenhum tipo de doença mas conseguem se aposentar, com valores bem altos. No esquema a pessoa ganha a aposentadoria indevida (já que não é doente) e paga uma parte do que recebe aos “médicos” e funcionários corruptos do sistema.

A possibilidade de aposentados fazerem empréstimos consignados (com desconto na folha de pagamento) também trouxe a PF mais uma dor de cabeça e trabalho. Mais uma vez, contando com funcionários de dentro do INSS, eles conseguem fazer “empréstimos” em nome dos aposentados, sem que os próprios aposentados saibam que seus nomes estão sendos e que estão sendo lesados. Bandidos profissionais, com a ajuda de funcionários do INSS, fazem um levantamento dos valores recebidos pelos aposentados e qual a quantidade que eles podem pedir de empréstimo. Entram no sistema do INSS e fazem o empréstimo em nome do aposentado sem que ele saiba. Levam toda a grana (de R$ 2 mil a R$ 30 mil) e quando o aposentado vai receber seus vencimentos, percebe que há um desconto de um empréstimo que ele não fez. É o golpe mais comum entre os “peixinhos” e que tem dando muito trabalho a PF, que, mesmo depois de muito tempo de investigação, não conseguiu desmontar em definitivo o esquema das quadrilhas até o início de 2008. Muitas foram presas, mas o esquema continua.


Desvio de Verbas Públicas - A PF tem um departamento, constituído de delegados e investigadores, para investigar – quando solicitada – os desvios de verbas públicas, destinadas a obras e melhorias para a população e que acabam desviadas para os bolsos de governadores, prefeitos e funcionários públicos. Um departamento que tem tido muito trabalho nos últimos anos porque as denúncias de apropriação indevida do dinheiro do povo são muitas e muito freqüentes.

Crimes Financeiros - Também está de olho a PF nos crimes como sonegação de imposto de renda, compras sem notas fiscais ou com notas fiscais falsas e importações ilegais .

Dinheiro Falso - todos os anos são milhares de reais falsificados pelos bandidos e jogados na praça. Eles “copiam” as notas oficiais de forma tão parecida com as verdadeiras que a gente, ao receber as notas, não consegue perceber a diferença da falsa e do real. Quadrilhas especializadas em fazer dinheiro falso conseguem até fazê-las circular em bancos e caixas eletrônicos, de maneira que você, ao retirar dinheiro, sem saber pode estar pegando uma nota falsa. A PF tem, em Brasília, um departamento especial, com técnicos e especialistas que podem identificar as notas falsas e as verdadeiras. Usam equipamentos especiais, super modernos, que através de luzes conseguem mostrar se o dinheiro foi feito pelo Banco Central (verdadeiro) ou copiado pelos bandidos (falsa moeda). A incidência de uma luz especial sobre a nota mostra o tipo de papel em que foi impressa e se nela tem a marca d”água ou não.

Jogos Ilegais - Cabe aos policiais dos Estados não permitir que jogos não permitidos aconteçam, como bingos irregulares, jogo do bicho, pôquer com cobrança de dinheiro para poder entrar no jogo; cassinos onde as pessoas apostam em todo tipo de jogo de cartas ou em roletas, máquinas de azar e outros jogos. A PF também investiga estes tipos de jogos e muitas foram as vezes em que “estouraram” estas casas, surpreendentemente, encontrando até policiais estaduais participando dos jogos.

Hacker
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Crackers
- Ao contrário dos hackers convencionais, que estudam protocolos de rede, telefonia e sistemas operacionais, e dos kiddies, que buscam obter fama por causar transtornos a websites e serviços, os crackers se distinguem de todo o resto por se focarem em como funcionam os programas de computador. São os responsáveis pela criação dos cracks, ferramentas que quebram a ativação de um software comercial, permitindo que qualquer pessoa tenha uma versão pirata do software em seu computador. Há vários tipos de hackers: white hats, black hats, script kiddies, crackers e phreakers, mas apenas os black hats e os script kiddies costumam burlar a segurança dos computadores e provocar prejuízos comerciais deliberadamente.
A PF tem um departamento especial, com policiais especialistas em computadores e internet, para monitor e descobrir estes “ratos” do computador que se especializaram em entrar em contas bancárias e cartões de crédito e roubar dinheiro de contas bancárias, fazendo transferências bancárias já que conseguem roubar senhas e dados dos clientes de bancos. A mesma técnica eles utilizam para copiar dados de cartões de crédito e passam a fazer compras em seu nome sem que você saiba. Só quando o extrato de sua conta for acessado é que você vai descobrir que uma quadrilha clonou (copiou) seus dados.


Outros crimes - No ano de 2007 agentes da Polícia Federal, usando seus tradicionais uniformes negros, com colete também preto, escrito em amarelo “Polícia Federal”, invadiram o Fashion Week de São Paulo. Portavam armas pesadas e tinham uma ordem a ser cumprida: impedir que duas garotas menores (uma de 14 e uma de 16) participassem do desfile. O Fashion Week acontece há alguns anos e é um dos mais importantes eventos de moda do país. Uma das “grifes” participantes do desfile, a Lourenzo Merlino, escolheu as duas modelos que iriam desfilar na passarela. Iriam porque a PF – que tem competência até para este tipo de ação – decidiu impedir que as menores desfilassem. Não só para combater o uso de crianças e adolescentes pela indústria da moda mas por causa dos crescentes casos de aneroxia entre meninas de 12 a 17 anos, que deixam de comer para ficarem muito magras e conseguirem espaço em desfiles, já que os costureiros das grandes marcas só querem mulheres magérrimas para desfilar seus modelitos.