![]() Um carro de polícia perseguindo um motorista |
![]() Fotos cedidas por Ken Wilson O crime que este motorista cometeu deve ter sido sério, uma vez que o primeiro carro continuou a perseguição e pediu reforços |
O policial tem uma importante decisão a tomar, deve persegui-lo ou não? Muitos fatores devem ser considerados antes de se tomar uma decisão. O mais importante é a natureza do crime. Se a placa do carro estiver limpa, não há como justificar uma perseguição. Mas se for constatado que o carro foi roubado à mão armada ou foi usado em um roubo, o policial tem motivos para acreditar que o motorista representa perigo e precisa ser capturado.
Ele também deve considerar as condições da estrada. Se o proprietário do veículo estiver sendo procurado por sonegação de impostos, não representa perigo imediato, mas mesmo assim deve ser preso. Em um dia com pouco trânsito, uma perseguição poderia ser justificada. Em uma noite chuvosa com as ruas congestionadas ou à tarde, quando os ônibus escolares estão levando as crianças para casa, ele não deve correr riscos.
![]() Foto cedida por Ken Wilson Nesta perseguição ocorreu um impasse entre vários policiais e um motorista |
O departamento de polícia influencia em decisões deste tipo. Por exemplo, departamentos em Des Moines, Iowa, devem limitar "o número de carros de polícia perseguindo um outro carro em 3, não importando o número de agências envolvidas. Os policiais também devem levar em consideração o horário, as condições climáticas da estrada e a natureza da contravenção. Um superior deve aprovar o prosseguimento da perseguição". Em Washington D.C., uma perseguição é justificada somente se o suspeito estiver envolvido em um ato violento ou se "houver o risco de alguém ficar seriamente ferido caso o suspeito consiga escapar" [ref. (em inglês)]. Orange County, na Flórida, é o local com maior restrição contra perseguições policiais nos Estados Unidos. No ano seguinte ao decreto desta política (2005), os crimes em Orlando diminuíram em comparação ao ano anterior [ref. (em inglês)]. Normalmente, os policiais ficam no rádio com o supervisor durante uma perseguição, mantendo-o informado da situação. Caso os riscos sejam grandes, o supervisor pode cancelar a perseguição. É importante que estas decisões venham de alguém que não esteja diretamente envolvido na perseguição, para que possa manter a cabeça fria e ser mais objetivo.
O uso de faixas com pregos e barreiras oferece algumas possibilidades de finalizar uma perseguição com segurança, mas os policiais normalmente contam com algo conhecido como Pursuit Intervention Technique (Técnica de intervenção na perseguição), ou PIT, também chamado de Tactical Vehicle Intervention (Intervenção tática em veículos). A Pursuit Intervention Technique é um método usado para atingir o veículo fugitivo na quina de sua traseira, logo atrás da roda. Isso faz com que o carro gire de uma maneira que o motorista não consegue se recuperar. Porém, é um movimento perigoso, pois faz com que o suspeito perca o controle. A rodovia deve estar livre de tráfego e pedestres antes do policial iniciar a manobra PIT.
Policiais raramente atiram nos pneus de carros de suspeitos ou em qualquer carro em movimento. O risco de atingir um espectador é grande. Somente em última instância eles atiram nos pneus, caso todas as outras tentativas de parar o veículo do fugitivo tenham falhado.
Uma vez que o policial pára a ação do veículo, o suspeito pode fugir correndo ou ficar incapacitado. Nesse momento, o treinamento de apreensão de suspeito entra em cena.
Nesta seção, vamos explorar as ramificações legais de uma perseguição policial.