Criação de perfis pós-11 de setembro

Airline security checkpoints
Imagem cedida pela Agência Federal de Aviação dos EUA
Passageiros de companhias aéreas se acostumaram a medidas mais rígidas de segurança em aeroportos
Após o ataque de 11 de setembro de 2001 (e ataques terroristas subseqüentes nos EUA e em outros lugares), o país está particularmente sensível a testes de segurança em aeroportos. Críticos dizem que um número desproporcional de pessoas "parecidas com árabes" têm sido detidas, examinadas ou interrogadas em pontos de controle de segurança em aeroportos. Algumas pessoas dizem que isso só faz sentido se estiver baseado na etnia dos atacantes de 11 de setembro. No entanto, tais práticas violariam leis de direitos civis e pelo menos um especialista apontou que focar apenas nas pessoas do Oriente Médio pode mais prejudicar do que ajudar. Raphael Ron, antigo chefe de segurança do aeroporto Ben Gurion, em Israel, declarou: "O pior ataque a Ben Gurion foi feito por japoneses em 1972. Ao focarmos em grupos étnicos, cometemos um erro que o inimigo já percebeu: dessa forma, eles podem usar uma pessoa não árabe para executar um ataque e pode dar certo" [ref (em inglês)].

Meses depois do 11 de setembro, o Comitê Árabe-Americano Antidiscriminação levou ao tribunal vários casos envolvendo pessoas de descendência árabe que foram retiradas de vôos apesar de terem passado por outros controles de segurança. Tribunais determinaram que o critério de retirar passageiros condenáveis não pode ser exercitado somente por causa da origem étnica ou raça de um passageiro. Ainda assim, a ameaça de terrorismo fez que muitos americanos aceitassem essa tática. Regras de autoridades em segurança nos transportes (em inglês) foram modificadas para esclarecer que a criação de perfis raciais em pontos de controle de segurança em aeroportos não é legal, e novos sistemas de segurança estão sendo desenvolvidos para neutralizar a raça, focando em padrões de comportamento.

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Criação de perfil por DNA
Recentes avanços em testes de DNA têm levado algumas empresas a declararem que podem determinar a constituição racial de uma pessoa baseada somente em evidências biológicas deixadas na cena do crime. Se esse tipo de teste levar a exames científicos detalhados, pode ser considerado parecido com uma descrição física relatada por uma testemunha. Caso a polícia saiba que o suspeito é asiático, pode se limitar à investigação de asiáticos, por exemplo. No entanto, a maneira como a polícia usa as informações pode causar controvérsias. A polícia de Charlottesville, Virgínia, se aproximou de pessoas que coincidiam com um perfil racial de um suspeito e pediu amostras voluntárias de DNA para testes. Essas pessoas, em seguida, entraram com uma ação de importunação na Justiça.