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| perfil criminal |
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Imagem cedida por Amazon
"Profiler", um programa de TV popular nos anos 1990,
era centrado em um detetive da força-tarefa contra crimes violentos
Neste artigo, veremos diferentes tipos de criação de perfis, como policiais e investigadores criminais criam e usam perfis e a controvérsia que cerca essa prática.
O tipo mais simples de criação de perfil é o Ficar de Guarda ("Be on the Lookout" - BOLO) ou Boletim dos Pontos (APB). Provavelmente são familiares, embora talvez você não tenha ouvido a respeito deles como um perfil.
Um boletim dos pontos é a descrição de um determinado suspeito de cometer um crime, normalmente com base em depoimentos de testemunhas. Por exemplo, depois de um assalto a banco, a polícia pode interrogar suspeitos e rever câmeras de segurança antes de liberar o seguinte Boletim dos Pontos:
O suspeito foi visto pela última vez em uma pick-up Ford, cor azul escuro. Estava vestindo uma camiseta vermelha e jeans escuro. O suspeito é descrito como um homem branco, 1,65 m de altura, magro, loiro e meio calvo. Ele tem uma cobra tatuada no antebraço esquerdo.É comum a inclusão da cor da pele do suspeito e normalmente não há controvérsias. É simplesmente uma descrição física baseada em uma prova visual coletada na cena do crime, não faz julgamentos sobre essas características.
![]() Provas visuais coletadas na cena do crime, como cabelo ou fibras de roupas, podem adicionar informações ao perfil de um suspeito |
O próximo passo na criação do perfil é o perfil psicológico. Investigadores criam esse perfil na ausência de provas físicas e descrições de testemunhas ou para incrementar tais descrições. Eles pegam o que sabem a respeito de um suspeito desconhecido e suas ações e tentam gerar informações adicionais gerais. Por exemplo, se um assassino em série tem matado mulheres que trabalham em um escritório de advocacia, os criadores de perfil consideram provável que o assassino seja um homem que trabalhou ou foi cliente de um escritório de advocacia.
Outras evidências, como anotações deixadas pelo assassino, o local do assassinato ou o estado da cena do crime, podem permitir que eles desenvolvam "conjeturas". Essas hipóteses podem incluir informações como o nível de educação do suspeito, traumas psicológicos que ele sofreu ou onde ele mora. Não são 100% exatas e algumas vezes podem ser bem vagas. No entanto, caso a polícia não tenha idéia de quem possa ser o suspeito, pelo menos já sabe por onde começar. Por exemplo, interrogar antigos funcionários do escritório de advocacia pode gerar pistas mais concretas que levem a provas diretas acerca da identidade do assassino.
A seguir, daremos uma olhada nas previsões de perfis.
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