O maior problema com muitas das pesquisas sobre percepção extra-sensorial é que elas não são reproduzíveis, ou seja, um cientista pode obter resultados que um outro não pode, através da repetição do experimento com diferentes sujeitos. Os parapsicólogos podem salientar que algumas pessoas não estão fisicamente tão sintonizadas como outras, desse modo, diferentes indivíduos levarão a diferentes resultados, mas o estigma ainda permanece. Resultados reproduzíveis são essenciais para os métodos científicos convencionais, assim, muitos cientistas desconsideram quaisquer dados irreproduzíveis, não importando quão confiável seja a fonte.
Em alguns casos, os céticos declaram que as evidências de percepção extra-sensorial são produtos de fraude completa. Certamente, houve experimentos em que parapsicólogos manipularam os dados para que apoiassem suas próprias teorias (isso já aconteceu na maioria das áreas científicas, se não em todas) e, desse modo, até mesmo um inocente cientista pode ter dificuldades em desmentir tais declarações. Acusar um respeitado cientista de fraude é algo muito sério; por isso, a maioria dos céticos hesitam em dar esse passo.
É muito provável que céticos apontem fraudes em demonstrações de percepção extra-sensorial, como programas de auditório sobre paranormalidade. Muitos parapsicólogos são cautelosos com demonstrações de percepção extra-sensorial para entretenimento, simplesmente porque é fácil demais criar a ilusão de poderes paranormais.
O método mais fraudulento existente em toda a parte é a leitura fria, na qual o paranormal de palco despeja sugestões gerais e abrangentes sobre uma pessoa do público até acertar algo. Por exemplo, o médium pode dizer: "Vejo um homem muito próximo de você, o nome começa com J, João, José, Joaquim? ; um tio, avô ou amigo mais velho?" De maneira objetiva, pode-se ver que isso é tão geral que, de certo modo, poderia se aplicar a qualquer um. Porém, no momento, as pessoas normalmente concentram-se em qualquer acerto e ignoram todos os erros. É o velho truque de nunca estar errado e às vezes estar certo.