O lado bom e o lado ruim do Corpo de Paz

Realizações

Ainda que o orçamento do Corpo de Paz seja quase nada comparado com o restante do orçamento federal, qualquer coisa que custe mais de 300 milhões de dólares por ano está aberta a discussão: vale o dinheiro investido? Ou mais precisamente, o Corpo de Paz realiza o que se espera dele? É praticamente impossível responder a essa pergunta porque grande parte do que o Corpo de Paz realiza é intangível. As pessoas nos países em desenvolvimento passam a apreciar mais os americanos do que antes? A vida das pessoas nesses países melhorou devido ao seu contato com o Corpo de Paz? Os americanos voluntários se tornaram pessoas melhores por causa disso? Essas coisas são impossíveis de se medir.

Muitos voluntários dizem que seus objetivos idealistas iniciais (freqüentemente amplos objetivos do tipo "tornar o mundo um lugar melhor") são rapidamente substituídos por objetivos mais pragmáticos, como melhorar suas próprias cidades, ensinar um grupo de crianças a importância do meio ambiente ou ensinar fazendeiros a tornar suas terras sustentáveis. Ao medirmos uma ou duas vidas em um determinado período, fica claro que o Corpo de Paz ajudou muitas pessoas. A questão sobre se eles estão "tornando o mundo um lugar melhor" sempre estará aberta para debate.

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Foto cedida Corpo de Paz
Voluntários ensinarão crianças a importância do meio ambiente

Quase todos os voluntários sentem que melhoraram com a experiência do Corpo de Paz. O treinamento técnico, a oportunidade de viajar para um lugar exótico, a experiência com diferentes culturas e a habilidade de lidar com dificuldades permanecem com os voluntários por décadas.

Críticas

De modo geral, o Corpo de Paz e seus voluntários desfrutam de uma reputação positiva nos Estados Unidos e internacionalmente. Porém, ele não está imune a críticas.

Nos Estados Unidos, às vezes os críticos caracterizam os voluntários como uma juventude liberal, sem objetivos, que realiza uma longa viagem às custas dos impostos dos contribuintes. Porém, as visões políticas dos voluntários abrangem uma ampla gama e existem muitos voluntários mais velhos.

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Foto cedida Corpo de Paz
Apesar dos voluntários realmente se divertirem, o Corpo de Paz não significa férias

Às vezes, os países anfitriões vêem o Corpo de Paz com desconfiança, particularmente quando ele introduz algum programa nesse país. Existem temores de que os voluntários são espiões da CIA ou estão conspirando para desestabilizar a economia ou o governo para o benefício dos Estados Unidos. Os voluntários descobriram que quanto mais contato as pessoas têm com o Corpo de Paz e os voluntários, mais rapidamente essas suspeitas se dissipam.

Outra crítica ao Corpo de Paz é a vulnerabilidade dos voluntários ao crime. Servir em áreas isoladas, em culturas com diferentes valores e atitudes, combinado com a extrema pobreza em alguns casos, levaram a muitos casos de roubos e alguns assaltos. Um relatório de 2002 do General Accounting Office descobriu que o índice de crimes contra voluntários estava aumentado muito, e que o problema poderia ser ainda pior devido às informações não declaradas. O relatório culpava as práticas insuficientes no fornecimento de informações e o alto índice de rotatividade na equipe de administração e treinamento do Corpo de Paz (um índice realmente imposto pela política do Corpo de Paz) pela falta de preparação contra o crime no país anfitrião [Fonte: General Accounting Office dos Estados Unidos - em inglês].

Voluntários do Corpo de Paz foram assassinados, ainda que isso tenha sido raro. Deborah Gardner foi esfaqueada até a morte por outro voluntário em Tonga, em 1976: uma série de estranhos artifícios legais permitiu ao assassino, Dennis Priven, ficar em liberdade [Fonte: New York Magazine - em inglês]. Em 1966, um voluntário foi acusado de bater em sua mulher até a morte na Tanzânia, mas ele foi absolvido [Fonte: Escritores do Corpo de Paz - em inglês]. Mais recentemente, em 2007, Julie Campbell, uma voluntária de 40 anos, foi assassinada nas Filipinas, possivelmente por um carpinteiro local [Fonte: The Honolulu Advertiser - em inglês].