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Se a Quaresma for observada como devido, os ovos seriam uma comida proibida (por isso os ovos eram consumidos um dia antes da Quaresma). Séculos atrás, quando a Quaresma terminava no domingo de Páscoa, dar ovos decorados como presente aos amigos era uma tradição. Com o passar do tempo, a tradição dos ovos decorados ou pintados continuou, em especial com os ucranianos e outros europeus orientais, conhecidos por seus desenhos lindos e elaborados.
O "ovo de Páscoa" adornado com jóias criado pelo artista Peter Carl Fabergé, em fins de 1880 em São Petersburgo, Rússia, é o ponto alto da decoração de ovos. O ovo lápis-lazuli é uma combinação de ouro, esmalte, pérola, diamante e rubi, que retrata uma "gema" esmaltada que guarda uma coroa real. Esta coroa tem uma articulação que se abre para revelar um ovo de rubi. Embora este ovo de Páscoa não esteja documentado entre os Ovos do Império Russo, especialistas afirmam que foi criado provavelmente para um membro da realeza russa. Visite o site O Museu de Arte de Cleveland: exibições especiais (em inglês) para ver outros ovos adornados de jóias criados por Peter Carl Fabergé.
Coelhos
Os coelhos são um podero símbolo de fertilidade e vida nova e, portanto, da Páscoa. O coelhinho da Páscoa, assim como o Papai Noel, se tornou um personagem popular entre as crianças. Mas nem sempre o coelhinho da Páscoa foi o personagem principal.
As lebres eram sagradas no festival pagão de Eostre. Em algum ponto, a lebre foi substituída pelo coelho. Alguns dizem que isso aconteceu porque é difícil distinguir uma lebre de um coelho: ambos são mamíferos e têm orelhas longas.
Biscoitos quentes em formato de cruz da Sexta-feira da Paixão (Hot Cross Buns)
O costume de comer esses biscoitos volta aos tempos pré-cristãos, quando os pagãos ofereciam a seu deus Zeus um bolo feito em forma de um búfalo, com uma cruz sobre ele para representar seus chifres. Através dos séculos, os bicoitos em formato de cruz foram feitos para serem comidos a cada Sexta-feira da Paixão e acreditava-se que eles tinham poderes curativos milagrosos. As pessoas penduravam os biscoitos no teto da cozinha para proteger a casa contra o mal para o ano que estava chegando. Dizia-se que o pão e os biscoitos da Sexta-feira da Paixão nunca mofavam. Provavelmente porque os biscoitos eram tão bem assados que não havia umidade na mistura para deixar o mofo se espalhar. Os biscoitos em formato de cruz e o pão assados na Sexta-feira da Paixão foram usados como tratamento para todos os tipos de doença.
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