Legislação antipaparazzi
Em uma entrevista de 2003 com The Guardian, Ewan McGregor recriminou os paparazzi e as editoras que compram suas fotos:
Mais e mais estrelas estão levando os paparazzi à corte. McGregor ganhou um caso no Reino Unido sobre violação de confidencialidade e proteção de informações.
Michael Douglas e Katherine Zeta-Jones ganharam sua indenização em uma questão legal separada. Eles tinham fotógrafos do casamento e um acordo com a revista OK. Quando Hello! e The Sun compraram e publicaram as fotos de Rupert Thorpe, infringiram a lei de tratados, destruindo o acordo de exclusividade do casal com a OK.
Mais e mais estrelas estão usando outras leis para se proteger dos paparazzi, já que seus direitos de privacidade são contestados. A legislação específica contra paparazzi entrou em vigor em vários países. A França tem uma legislação antipaparazzi muito rigorosa. Nos Estados Unidos, a Califórnia aprovou uma legislação antipaparazzi após a morte da Princesa Diana (em inglês). Aquele acontecimento solitário levou muitos governos a reverem suas leis de paparazzi.
A controvérsia sobre a legislação antipaparazzi é a questão do limiar entre a legitimidade da notícia e a invasão de privacidade. Se nada for feito em relação às leis, a privacidade da celebridade e, em alguns casos, sua vida, continuará em risco devido à crueldade de alguns fotógrafos. Por outro lado, se as leis se tornarem restritivas demais, então a liberdade de impressa pode ficar em risco. A solução permanece obscura.
A questão que se levanta é: qual a origem do problema? As mesmas pessoas que acham as táticas dos paparazzi repulsivas correm para comprar revistas repletas dessas fotos. Os paparazzi são o problema ou trata-se de um sintoma de sociedade voyeurística?
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