As táticas antipaparazzi

Algumas estrelas desenvolvem meios muito criativos para combater os paparazzi. Russell Crowe (em inglês) derrotou os paparazzi em seu próprio jogo ao lucrar com as fotos de seu casamento em 2003. Crowe autorizou seus próprios fotógrafos a fotografarem o casamento e liberou as fotos e vídeo em negociação exclusiva com as editoras e redes.

A supermodelo Heidi Klum (em inglês) fez algo muito parecido para afastar os paparazzi de sua filha. Os filhos de celebridade são os alvos favoritos dos paparazzi. "Por isso liberei as fotos dela, para não ter fotógrafos perseguindo-a", disse Klum ao USA Today.

Tudo, desde disfarces a iscas, é usado pelas celebridades para evitarem serem reconhecidas em locais públicos. Às vezes, as celebridades usam vários carros para cobrir suas rotas de viagem. Declarações falsas à imprensa e um pseudônimo podem ocultar o paradeiro de uma celebridade. Uma soluções menos moderna é cercar eventos a céu aberto com tapumes altos, sem contar os bons e velhos seguranças para manter os paparazzi longe.

Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas tomaram medidas extremas para evitar que os paparazzi tirassem fotos do seu casamento:

  • todos os fornecedores de serviço, ajudantes, fornecedores de produtos e qualquer outro vendedor associado ao casamento tiveram de assinar contratos de confidencialidade (mesmo aqueles que não conseguiram o trabalho);
  • a nenhum convidado do casamento foi dado o local ou a hora do casamento até o último minuto;
  • no dia anterior ao casamento, convites especiais foram entregues ou postados aos convidados;
  • cada convite tinha um código em tinta invisível com um desenho especial. Apenas uma pessoa, a organizadora do casamento Simone Martel Levinson, conhecia o desenho. Antes de permitir que cada convidado entrasse, Levinson pessoalmente autenticava o desenho no convite;
  • depois de serem inspecionados, os convidados trocavam os convites por um broche de "convidado" de ouro projetado por Jones e Douglas. A troca dos convites e broches foi mantida em segredo até o evento;
  • a nenhum convidado foi permitida a entrada com câmeras;
  • aos outros hóspedes do Plaza Hotel, não foi permitida a circulação nas proximidades dos salões do casamento;
  • até o momento de início do casamento, todas as salas foram vasculhadas várias vezes em busca de aparelhos de gravação de vídeo ou áudio;
  • o Departamento de Polícia de Nova York e o Corpo de Bombeiros estavam presentes, por segurança. Todos os alarmes de incêndio do hotel foram monitorados pessoalmente durante todo o casamento para ter certeza de que ninguém os acionaria durante o evento;
  • três seguranças particulares patrulhavam os corredores o tempo todo.

A conta com segurança para o casamento foi equivalente a mais de US$ 66.000, mas mesmo com todas estas medidas defensivas, o paparazzo Rupert Thorpe conseguiu se infiltrar no casamento, fotografar os noivos e depois vender as fotos para as publicações Hello! e The Sun.

Como você pode imaginar, isto deixou os recém-casados loucos da vida. Eles moveram uma ação legal (em inglês) e ganharam a causa contra as revistas.

Há leis que protegem os direitos de os paparazzi violarem a privacidade em nome de uma foto? Isto se torna a questão central quando se discute como os paparazzi trabalham. Nesta próxima seção, vamos dar uma olhada nas leis relativas à privacidade, imagem e paparazzi.