![]() Imagem cedida por Adam J. Polczyk-Przybyla / DHD Multimedia Gallery Papa João Paulo II na janela acima da Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano |
Para entender a autoridade do papado, devemos primeiro entender um pouco da história da Igreja Católica Romana.
A Igreja Católica data do tempo de Jesus Cristo, quando Cristo escolheu Pedro para liderar sua igreja. No livro de Mateus (16:18) da Bíblia, Cristo diz a Pedro: "Eu te digo: tu és Pedro e sobre esta pedra eu edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Esta declaração, hoje conhecida como Missão Petrina, deu a Pedro a totalidade do poder, de acordo com a New Catholic Encyclopedia (site em inglês).
Muitos teólogos acreditam que a "pedra" da qual Cristo falou é o próprio Pedro. O nome original de Pedro era Simão; Cristo deu a Pedro um outro nome, Cephas, uma palavra em aramaico que quer dizer "pedra". O aramaico era a língua que Cristo falava. Sabendo disso, Mateus 16:18 pode ser interpretado como Cristo dizendo que ele estava construindo sua Igreja na força de Pedro. Mais evidências desta concessão de poder está em João 21:15-19, quando Cristo diz a Pedro: "Alimente minhas ovelhas".
Após a ascensão de Cristo, Pedro se tornou líder inquestionável da Igreja baseado nos poderes dados por Cristo. Em algum ponto, provavelmente no final da sua vida, Pedro se mudou para Roma para semear a palavra de Cristo, de acordo com a New Catholic Encyclopedia. Foi em Roma que Nero - o imperador romano que perseguiu a Igreja - matou Pedro. Com a sua morte, Pedro virou mártir. O corpo dele foi enterrado na Colina do Vaticano. A Catedral de São Pedro foi erguida mais tarde sobre o seu túmulo.
![]() Imagem cedida por Caroline Skene / DHD Multimedia Gallery Praça de São Pedro na Cidade do Vaticano |
Durante a sua vida, Pedro nunca foi oficialmente o bispo de Roma ou papa, mas em homenagem ao seu trabalho e papel de líder da Igreja, ele é reconhecido como o primeiro papa. Cada papa eleito é considerado o sucessor imediato de Pedro e não do papa antecessor. Um papa é considerado o portador do poder que Cristo concedeu a Pedro. Hoje, uma grande parte do poder do papa vem da missão Petrina, que está talhada em latim em volta do perímetro da cúpula da Catedral de São Pedro.
Os poderes do papa foram fortificados no Primeiro Concílio do Vaticano, em 1870, quando 433 bispos aprovaram o decreto da infalibilidade papal. Este decreto declarava que o papa era infalível nos assuntos de fé e moralidade. De acordo com o decreto, o papa "possui a infalibilidade com a qual o Redentor Divino desejou que a Sua Igreja fosse favorecida".
As próximas duas seções explicam o processo da sucessão papal.
São Pedro (64 ou 67) - ele nunca teve o título de papa ou bispo de Roma em vida, mas é considerado o primeiro papa da Igreja Católica; St. Leo I (440-461) - é um dos três papas conhecidos pelo título de "O Grande" ligado ao seu nome. Leo fortificou o poder do papado publicando a Teoria Petrina. De acordo com esta teoria, Jesus indicou Pedro como líder da Igreja Católica e evidências são encontradas nas escrituras; St. Leo III (795-816) - coroou Carlos Magno no dia de Natal em 800, um evento que marcou o começo do Sagrado Império Romano; João XII (955-964) - acredita-se que ele tenha sido o mais jovem papa da história, eleito com aproximadamente 18 anos de idade, de acordo com a Enciclopédia Britânnica (site em inglês); Inocente III (1198 - 1216) - foi eleito papa aos 37 anos de idade. Durante um período que o trono imperial ficou vazio, Inocente III concordou em ser guardião do Rei Frederico II da Sicília, a quem mais tarde coroou como Imperador do Sagrado Império Romano. Quando aceitou a guarda de Frederico, a mãe de Frederico entregou a ele o comando político da Sicília; Gregório XI (1370-1378) - devolveu o assento papal para Roma após um período de quase 70 anos no qual o papado se estabeleceu em Avignon, na França. Mais tarde, depois da morte de Gregório, esta volta do papado a Roma causou a Grande Cisma do Ocidente (1378-1415), quando existiam dois papas: um de Avignon e outro de Roma; João XXIII (1958-1963) - influenciou a doutrina da Igreja convocando o Segundo Concílio do Vaticano, que reuniu os líderes para discutir as possibilidades da modernização; João Paulo II (1978-2005) - foi o primeiro papa eslavo, ao qual dão o crédito pelo fim do comunismo na Europa Oriental e Central. João Paulo II foi também foi o papa que mais viajou na história. |