Um grande número de distúrbios neurológicos e emocionais pode afetar nossa habilidade de falar e nos levar a falar palavrões excessivamente. Por exemplo, pessoas com várias formas de afasia perdem a capacidade de falar ou pronunciar palavras por causa de danos ou doença em partes do cérebro responsáveis pela linguagem. Muitos afásicos mantêm a habilidade de produzir fala automática, que freqüentemente consiste de símbolos de conversação como "ah" e "ham". Essa fala pode incluir palavrões; em alguns casos, os pacientes não conseguem criar palavras ou frases, mas conseguem xingar. Além disso, a habilidade de pronunciar outras palavras pode mudar e evoluir durante a recuperação, ao passo que a pronúncia e o uso de palavrões permanecem iguais.
Coprolalia é o termo médico para xingamentos incessantes e é um raro sintoma da Síndrome de Tourette. Os números publicados variam muito, mas relativamente poucas pessoas com a Síndrome de Tourette apresentam coprolalia, que atinge mais homens do que mulheres. Normalmente, aparece entre os quatro e sete anos de idade, após o início de tiques, atinge o limite na adolescência e diminui consideravelmente na fase adulta. Já foram documentados casos de pessoas surdas, com coprolalia relacionada a Síndrome de Tourette, usando sinais para xingar excessivamente.
Estudos fizeram uma ligação entre a Síndrome de Tourette, a coprolalia e o gânglio basal do cérebro. Médicos pesquisadores começaram a desenvolver uma teoria dizendo que o mau funcionamento do gânglio basal contribui ou é responsável pela Síndrome de Tourette e pela coprolalia. A coprolalia também tem paralelos interessantes com palavrões usados diariamente: ambos tendem a ser mais usados por homens mais jovens.
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