Palavrões e o cérebro

Seu cérebro é um órgão muito complexo, mas você só precisa saber de algumas coisinhas para entender como ele considera os palavrões diferentes de outras palavras.
  • O hemisfério esquerdo é responsável pela linguagem. O hemisfério direito cria o conteúdo emocional da linguagem.
  • O processamento da linguagem é uma "alta" função do cérebro e ocorre no córtex cerebral.
  • Emoção e instinto são "baixas" funções do cérebro e ocorrem dentro do cérebro.


    O córtex cerebral possui áreas pré-motoras e motoras que controlam a fala e a escrita. A área de Wernicke processa e reconhece as palavras faladas. O córtex pré-frontal controla a personalidade e o comportamento social adequado.

Muitos estudos sugerem que o cérebro processa os palavrões em regiões mais baixas, junto com as emoções e o instinto. Cientistas concluíram que, em vez de processar um palavrão como uma série de fonemas, ou unidades sonoras que devem ser combinadas para formar uma palavra, o cérebro armazena os palavrões como unidades inteiras. Portanto, o cérebro não precisa da ajuda do hemisfério esquerdo para processá-las. Falar palavrões envolve especificamente o seguinte:

  • o sistema límbico, que também hospeda a memória, as emoções e os comportamentos primários. O sistema límbico também parece ser o responsável por vocalizações em primatas, que alguns pesquisadores interpretaram como equivalentes de palavrões;
  • o gânglio basal, que tem grande participação no controle de impulsos e funções motoras.

Portanto, podemos pensar no falar palavrões como uma atividade motora com um componente emocional.


Falar palavrões está ligado ao sistema límbico e ao gânglio basal, localizados no interior do cérebro

Estudos com ressonância magnética mostraram que as partes mais altas e mais baixas do cérebro podem brigar entre si quando uma pessoa xinga ou fala palavrão. Por exemplo, cérebros de pessoas que se orgulham de ser educadas respondem a gírias e frases "ignorantes" da mesma forma que reagem a palavrões. Além disso, em estudos em que as pessoas devem identificar a cor em que palavra é escrita (no lugar da palavra correta), palavrões distraem os participantes e os atrapalham no reconhecimento da cor. Também conseguimos nos lembrar de palavrões quatro vezes mais do que de outras palavras.

Falar palavrões também pode ser um sintoma de doença ou um resultado de danos a partes do cérebro. A seguir, daremos uma olhada em palavrões e desordens cerebrais.